atum alto mar

Metade da superfície marítima do mundo não pertence a ninguém. Infelizmente isso apenas significa que ninguém regula e os recursos nestas áreas não estão sujeitos a qualquer tipo de acordo. Ou que os acordos existentes  – como é o caso do Atlântico norte – são manifestamente insuficientes.  A boa notícia é que pela primeira vez as nações do mundo concordaram, nas Nações Unidas, em estabelecer regras para explorar – ou não – os recursos em alto mar.

“O mar alto é a maior reserva de biodiversidade do planeta” disse Peter Thomson, embaixador das Fiji e o actual Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas. “Não podemos continuar a permitir esta existência desregulada se queremos proteger a biodiversidade e proteger a vida marinha”.

 Sem um sistema Internacional que regule esta zona, as águas internacionais vão continuar a ser uma “zona de Piratas” acrescentou ainda..

Claro que esta vontade choca com uma série de poderes instalados, já que a pesca em mar alto, ou a exploração dos fundos marinhos, são industrias de biliões. Com os suspeitos do costume à cabeça:: Rússia, Japão e China, mas também alguns inesperados como a Noruega.

Assim, as negociações necessitam de responder a algumas questões essenciais, como refere em análise o jornal The New York Times. Como se vão escolher as áreas protegidas? Que quantidade de oceano será abrangido? Vai ser possível continuar a explorar de alguma maneira essas áreas ou serão zonas proibidas?  E, acima de tudo, quem irá e como será efectuada essa fiscalização?

Para já sabe-se, pelas evidências científicas, que esta protecção será fundamental para combater o aquecimento global e as alterações climáticas. Para proteger as espécies marítimas – que depois irão migrar para as Zonas Exclusivas dos países,e até as próprias áreas costeiras da subida do nível das águas.

A discussão devera começar no início de 2018, o sei o da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde os 93 estados membros terão a palavra final.

Foto: Wiki Commons

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