Ilha de Páscoa tem nova reserva marinha

Ilha da Páscoa

Os rapanui, habitantes nativos da Ilha da Páscoa, aprovaram em consulta popular a criação de uma gigantesca área marinha protegida em torno do seu território, situado no Pacífico Sul, a 3.500 km do continente.

O governo chileno anunciou que esta é uma nova zona de protecção que, a par de um parque marinho já existente, completará uma reserva de cerca de 720 mil km2. Uma medida que decorre da urgência de proteger estas águas que, além de ricas em atum, tubarões, marlins e espadarte, contêm recifes de coral onde vivem espécies marinhas únicas, cada vez mais ameaçadas pela sobrepesca, o aumento do turismo e espécies invasoras, bem como a maior acidez dos oceanos e as mudanças climáticas.

A aprovação “constitui uma medida que formará a maior reserva da América Latina em relação a áreas marinhas costeiras”, disse o ministro do Meio Ambiente do Chile, Marcelo Mena, durante o quarto Congresso de Áreas Marinhas Protegidas IMPAC4 em La Serena, no norte do Chile. Esta consulta popular, envolvendo 642 nativos da Ilha de Páscoa, aprovou ainda com a administração conjunta do Estado chileno que a pesca na região “será realizada exclusivamente com técnicas e aparelhos artesanais do povo rapanui”.

O governo de Michelle Bachelet, presidente da República do Chile tem investido consideravelmente na defesa do meio ambiente, energias renováveis e crescimento sustentável, pelo que esta já é considerada uma conquista histórica. Poki Tane Haoa, representante do governo na Ilha de Páscoa, citado pela AFP, disse ter sido “um processo longo e acreditamos que a luta acaba de começar. Como povo, continuaremos a gritar: ‘não à pesca ilegal’, ‘não à pesca industrial em nossa águas’, ‘não à mineração’, queremos ser um exemplo a nível internacional”.

Foto: Creative Commons

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