Moçambique: 20 anos de prisão para caçador furtivo

rinoceronte

É uma sentença histórica para um problema que há muito afecta a vida selvagem: Mapoyisa Mahlauli, caçador furtivo, foi condenado a vinte anos de prisão efectiva pelo tráfico ilegal de cornos de rinoceronte na África do Sul.

A infracção remonta a 17 de Março de 2016, quando o caçador furtivo de origem moçambicana foi detido pelas autoridades locais. Sob si caíam as suspeitas de ter sido o responsável pelo corte do corno de um rinoceronte branco, a viver no parque nacional Kruger, fronteira entre Moçambique e África do Sul.

Aquando a detenção, Mapoyisa Mahlauli tinha em sua posse munições, uma serra e os cornos de um rinoceronte cortados há muito pouco tempo. Para as entidades locais, esta condenação “envia uma mensagem forte a outros caçadores furtivos”.

E se há ainda quem continue a cometer o crime de caça furtiva, há igualmente quem lucre milhares de euros com o tráfico ilegal destes bens. No mercado negro, um quilograma de corno de rinoceronte pode atingir os 50 mil euros.

Dados indicam que 80% da população mundial de rinocerontes vive na África do Sul, em números que chegam perto dos 20 mil animais. No entanto, e devido à caça furtiva, mais de 7.100 rinocerontes foram brutalmente atacados ou assassinados na última década.

Foto: Xavier Caballé / flickr

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