De acordo com um estudo publicado há dias na revista Annals of Internal Medicine, pessoas que passam muito tempo sentadas precisam de levantar-se e fazer movimentos a cada 30 minutos para ajudar a evitar uma morte prematura.

Durante quatro anos, um grupo de investigadores acompanhou 7.985 indivíduos, com idade a partir de 45 anos, no âmbito do Regards, um estudo levado a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA. O objectivo não era explicar como o comportamento sedentário afecta a saúde, mas sim analisar diferenças entre tempo total de sedentarismo e períodos ininterruptos de sedentarismo.

“Os médicos dizem às pessoas para fazer exercício físico e não passarem muito tempo sentadas, mas não dizem como. Sugerimos recomendações específicas como cinco minutos de caminhada rápida para cada 30 minutos consecutivos que se passa sentado”, diz Keith Diaz, da Faculdade de Medicina da Universidade Columbia (Nova Iorque), principal autor do estudo, citado numa reportagem realizada pela BBC.

“À medida que envelhecemos, nossas funções físicas e mentais diminuem de ritmo, o que nos faz ficar mais sedentários. Estudamos uma população começando na meia-idade. E também pode ser que, ao contrário de outros estudos, monitorizamos activamente o tempo de sedentarismo em vez de confiar em auto-avaliações”. Para medir o tempo de sedentarismo desses adultos, foram usados aparelhos para medir a aceleração. Analisando os dados, os cientistas descobriram que, em média, o comportamento sedentário correspondia a 12,3 horas de 16 passadas “acordados”.

Os investigadores constataram que o risco de morte crescia proporcionalmente ao tempo que os participantes passavam sentados. E crescia significativamente: aqueles que se sentavam mais de 13 horas por dia, por exemplo, tinham duas vezes mais probabilidades de morrer prematuramente do que os que passavam menos de 11 horas na mesma posição.

Da mesma forma, a duração de cada período sentado também faz diferença: pessoas que passaram períodos de menos de meia hora sentadas apresentaram uma menor percentagem (- 55%) de risco de morte.

“Médicos e investigadores estão cada vez mais convencidos de que ficar sentado por muito tempo é o novo tabagismo”, diz Monika Safford, da Universidade de Cornell, e co-autora do estudo.

Foto: Creative Commons

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