Lutar pelo direito de ser chamada em público pelo nome próprio é a exigência por trás da campanha #WhereisMyName, liderada por mulheres afegãs e que já é um sucesso nas redes sociais. E para que se perceba o significado desta iniciativa, importa explicar que, quando em público, as mulheres afegãs não têm direito a ter identidade própria, continuam a ser vistas apenas como a filha, esposa, mãe de x homem, nunca como um individuo.

O protesto começou pela teimosia de Laleh Osmany, uma jovem de Hérat, em combater esta desigualdade. E depressa centenas de mulheres se juntaram a esta causa, reivindicando os seus mais elementares direitos.

“Quero que as coisas mudem. Estou cansada de ver que no século XXI as pessoas vivem como se estivessem na Idade Média. É difícil, é doloroso. Se eu não agir, quem o fará? Tem de se começar por algum lado”, afirmou Tahmina Arian, jovem estudante que já partilhou o hastag WhereisMyName no mundo virtual.

Foto: Fabrizio / flickr

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