A transição energética para um sistema 100% renovável é imprescindível para salvar o clima, defende a organização Greenpeace. A ONG fez cálculos e concluiu que para se viabilizar essa mudança é necessário investir 64.400 milhões de dólares até 2050.

Para que esta transição, considerada imprescindível, ocorra com sucesso é também necessário desde já implicar os cidadãos na mudança e habilitá-los a fazê-lo, defendem os ambientalistas.

Estas declarações foram veiculadas após serem conhecidas as conclusões do estudo “Energia colaborativa: o poder da cidadania de criar, compartilhar e gerir as renováveis”, realizado pela Greenpeace. De acordo com esta pesquisa, feita junto de três mil internautas com idades compreendidas entre os 25 e os 65 anos, os cidadãos estão motivados para assumir novos papéis quanto à produção e consumo de energia, ultrapassando o papel passivo de cliente-consumidor.

Com base nesta informação a Greenpeace pediu à Comissão Europeia para criar um quadro legal que proteja o direito dos cidadãos participarem em paridade nos projectos de produção, consumo e partilha de energia.

Quanto aos custos da transição energética (64 400 milhões de dólares), que a ONG estima possam, até 2050, corresponder a 1 600 milhões de dólares de despesa anual, a organização argumenta: “Apesar de ser um montante elevado, não é muito maior do que o absorvido pelo processo de inversão dos combustíveis fósseis, que recebem quatro vezes mais subsídios do que as energias renováveis ou os programas de eficiência energética”.

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