Redução de meios de combate preocupa bombeiros

A redução de meios de combate a incêndios florestais decretada no sábado, que assinala a passagem da fase crítica para uma fase menos crítica de risco de fogos está a preocupar os bombeiros. Apesar de o calendário já ter assinalado a chegada do Outono, a verdade é que as temperaturas continuam elevadas e a seca prolonga-se.

Em comunicado a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) frisou que a passagem da fase Charlie, a de risco mais elevado, para a Delta, a de risco menos intenso, não tem correspondência com as actuais condições meteorológicas, que se mantêm propensas à deflagração de incêndios.

Os bombeiros explicaram que em algumas regiões a redução de meios chega a ser de 85%, algo que consideram bastante arriscado. A LBP aconselha a que a diminuição de meios não exceda os 40% enquanto as condições climatéricas não se modificarem.

A época mais crítica em incêndios florestais terminou com mais de 230 mil hectares de área ardida, a maior da última década e a terceira desde que há registos e a morte de 64 pessoas em Pedrógão Grande. Durante o período “Charlie” estiveram em acção 9 740 operacionais e 2.065 viaturas, apoiados por 48 meios aéreos e 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR. A fase “Delta”, que termina a 31 de Outubro, conta com 5518 elementos e até 1307 veículos.

Foto: Sara Matos / flickr

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