Oito bancos de fomento internacionais anunciaram o investimento ao transporte público sustentável, uma estratégia que tem como pano de fundo evitar empréstimos excessivos para a construção de estradas ou sistema de mobilidade com altas emissões de carbono.

“Há um compromisso de aprofundar essa mudança, que alguns bancos já vêm a fazer ao longo do tempo. A maioria destes investimentos será no transporte sustentável”, explicou à Folha Jorge Kogan, consultor do banco CAF (Corporação Andina de Fomento).

Para além do CAF, vão investir nos transportes sustentáveis o Banco Mundial, o Bird, o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Africano de Desenvolvimento, o Banco Islâmico de Desenvolvimento, o Banco Europeu de Reconstrução e Fomento e o BEI (Banco Europeu de Investimento).

Só a CAF, que actua na América Latina, vai financiar o transporte sustentável em €120 mil milhões (R$310 mil milhões). O investimento total em transportes públicos, nesta região, chegará aos €555 mil milhões (R$1,4 biliões).

Na Ásia, e durante os próximos dez anos, os números são impressionantes: €1,9 biliões (R$5,1 biliões). Em 2009, o Banco Asiático de Desenvolvimento gastou 75% do seu orçamento para transportes na construção de estradas, uma tendência que se irá inverter.

Em 2020, globalmente, esta proporção cairá para os 40%. Os restantes serão utilizados para construção transportes fluviais, ferroviários e BRT – os corredores de autocarros.

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