A história da maior perda de biodiversidade de sempre da Terra (com FOTOS)

Uma equipa de 120 cientistas visitou 21 países em busca de anfíbios que não eram vistos há mais de 15 anos – muitos deles desapareceram há 160 anos. Saiba porquê.

Green Savers

Para Robin Moore, tudo começou com uma pequena rã arlequim preta, um animal mais pequeno que o nosso polegar, nativo da América do Sul. Foi com este pequeno animal que o director do programa de anfíbios da Conservation International começou a sua aventura de retratar centenas de espécies de anfíbios que estavam a sucumbir a um fungo responsável pela maior devastidão de biodiversidade alguma vez vista na história.

Moore passou pelo sul do Equador, à procura de mais rãs, mas só as encontrou um ano depois. Mais tarde, ele percebeu que outras espécies de rãs e sapos, que se julgavam extintas, começavam a reaparecer em locais tão afastados como a Costa Rica ou a Austrália.

Em 2010, apoiando-se na sua função na Conservation International, Moore coordenou a maior pesquisa global de espécies perdidas para a ciência. Durante vários meses, mais de 120 cientistas visitaram 21 países em busca de rãs ou salamandras que não tinham sido vistos há 15 ou mais anos – algumas das espécies não eram vistas há 160 anos.

Todas estas histórias chegam agora ao livro “In Search of Lost Frogs” [“À procura das rãs perdidas”, em português], que retrata as descobertas e redescobertas do projecto e dão conta da maior perda de biodiversidade dos últimos 65 milhões de anos.

O livro contém 70 mil palavras de narrativa e 400 fotografias desta pesquisa. Veja algumas das fotos da obra, que pode comprar aqui.

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