Abelhões sete vezes mais expostos a metais tóxicos do que abelhas

A conclusão é de um estudo da Universidade de Cambridge, publicado recentemente na revista ‘Ecologial Entomology’, que revela também que os abelhões acumulam nos seus corpos até três vezes mais metais pesados do que as abelhas.

Redação

Os abelhões-terrestres (Bombus terrestris) recolhem sete vezes mais metais pesados tóxicos do que as abelhas-do-mel (Apis mellifera), mesmo quando recolhem pólen e néctar nos mesmos ambientes.

A conclusão é de um estudo da Universidade de Cambridge, publicado recentemente na revista ‘Ecologial Entomology’, que revela também que os abelhões acumulam nos seus corpos até três vezes mais metais pesados do que as abelhas.

Alguns metais, mesmo em concentrações baixas, podem ser tóxicos, afetando, por exemplo, a aprendizagem e memória dos animais, e, consequentemente, as suas capacidades de navegação e de reprodução.

Os cientistas sugerem que a diferença na exposição aos metais tóxicos entre abelhões e abelhas está relacionada com os seus comportamentos de procura de alimento e com a sua fisiologia.

Ao passo que as abelhas-do-mel vivem em ninhos acima do solo, como em buracos nos troncos de árvores ou em colmeias criadas pelos humanos, e em colónias grandes, os abelhões nidificam no solo, abaixo dele ou por entre folhas caídas, e os seus grupos são muitos mais pequenos.

Além disso, enquanto as abelhas tendem a recolher grandes quantidades de pólen de vários tipos de flores, os abelhões recolhem menos pólen de menos fontes. Como tal, dada a sua dependência de um menor número de flores, os abelhões podem estar mais expostos à contaminação por metais pesados tóxicos.

Ainda, os abelhões têm corpos mais peludos do que as abelhas, pelo que têm uma maior probabilidade de levarem para as colónias partículas que podem conter metais pesados.

Partilhe este artigo


Nova Edição

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.