Entre 24 de junho e 21 de julho foram registadas as mortes de 16 elefantes no Quénia, numa das paisagens mais ecologicamente importantes da África oriental.
De acordo com o Serviço de Vida Selvagem do Quénia (KWS), o grupo de elefantes é composto sobretudo por fêmeas adultas e crias. Testes preliminares realizados na Universidade de Nairobi apontam para envenenamento por cianeto, um elemento altamente tóxico.
Uma das teorias avançadas apontam que os animais tenham ingerido vegetais, como tomates, plantados pelas comunidades agrícolas em torno do Parque Nacional de Amboseli, que terão sido pulverizados com pesticidas que contêm cianeto. As autoridades quenianas dizem estar a prosseguir com as investigações para avaliar a quantidade de cianeto ingerido pelos elefantes, bem como para tentar saber onde o envenenamento possa ter acontecido.
Em comunicado, o KWS diz ter pedido a criação de uma equipa técnica especializada para perceber se pesticidas ou outros químicos de proteção de culturas poderão ter sido usados, armazenados ou descartados de forma inapropriada, e se o solo, a água ou as plantas de que os elefantes se alimentam poderão ter sido contaminados.
Está também em cima da mesa a hipótese de a planta Cynodon plectostachyus, que produz cianeto, ter contribuído para as mortes.
Ainda não há certezas absolutas, além de que cianeto foi mesmo encontrado nos cadáveres dos elefantes examinados, mas os agricultores das regiões que fazem fronteira com o Parque Nacional de Amboseli rejeitam a ideia de que o envenenamento por cianeto tenha sido causado pelos pesticidas que usam.
Um agricultor, da região de Kimana, entrevistado pela ‘The Associated Press’, assegura que não são usados pesticidas com cianeto nas culturas. E acrescenta que as vacas e cabras dos criadores locais também se alimentam dos vegetais cultivados, como tomates, pelo que, salienta, se nas culturas fosse usado cianeto também haveria registo de mortes no gado, algo que não se registou.









