A The Equator Company conquistou, desde o início do ano, seis novos projetos em Portugal, Fiji, Moçambique e num consórcio europeu financiado pelo programa Horizon Europe, com uma faturação acumulada superior a 8,5 milhões de euros.
Os projetos abrangem áreas como água e saneamento, transição energética, aviação, mineração, sistemas alimentares e sustentabilidade. Entre os clientes encontram-se organismos multilaterais, a Comissão Europeia e empresas privadas, como a Boliden.
O maior projeto, com um valor global superior a cinco milhões de euros, é o FOODWISE, um consórcio europeu coordenado pela The Equator Company e que reúne parceiros de Portugal, Alemanha, Chéquia, Itália, Países Baixos e Reino Unido.
Financiado pela União Europeia através do Horizon Europe, o projeto procura compreender e reduzir o desfasamento entre a preocupação dos consumidores com as questões ambientais e as suas decisões efetivas de compra. A iniciativa envolve universidades, institutos de investigação, retalhistas como a MC Sonae e a Tesco e organizações como a DECO e a Futerra.
O FOODWISE prevê o desenvolvimento de ferramentas digitais e outras intervenções baseadas em evidência, combinando conhecimento sobre comportamento do consumidor com alterações nos sistemas de negócio e de governação. As soluções serão testadas em contexto real, com o objetivo de facilitar escolhas associadas à economia circular, seguindo-se recomendações de política pública e um modelo de governação que possa ser aplicado noutros setores e regiões.
Água e saneamento em Fiji e Moçambique
No Pacífico, a empresa está a desenvolver o Plano Diretor Participativo de Saneamento de Savusavu, nas Fiji, para o Ministry of Tourism and Civil Aviation e com financiamento do Banco Mundial. O projeto pretende responder à ausência de um plano integrado de saneamento na cidade, através de uma abordagem de Saneamento Inclusivo à Escala da Cidade (CWIS).
O plano deverá definir prioridades de investimento e soluções adaptadas aos contextos urbano, periurbano e rural, incluindo componentes ambientais e sociais e participação das comunidades locais. Entre os objetivos está o desenvolvimento de um sistema de saneamento mais resiliente aos efeitos das alterações climáticas.
Em Moçambique, a The Equator Company participa na reabilitação do sistema de saneamento da cidade da Beira, num projeto para a Administração de Infraestruturas de Água e Saneamento (AIAS), financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento.
Além da fiscalização e assistência técnica às obras, a intervenção inclui formação em contexto de trabalho e uma componente de gestão ambiental e social, com atenção às questões de género.
Transição climática e impacto social em Portugal
Em Portugal, entre os novos projetos está o desenvolvimento de um Plano de Transição Climática e de uma Análise de Resiliência Climática para a NAV Portugal. O trabalho pretende avaliar os riscos e impactos das alterações climáticas sobre infraestruturas críticas associadas à navegação aérea e definir uma trajetória de descarbonização alinhada com as metas de 2035 e 2050.
Outro dos projetos envolve a Boliden Somincor, em Castro Verde, para a qual a consultora está a desenvolver um modelo de avaliação de impacto social e um projeto relacionado com a cadeia de valor do talento local, com o objetivo de reduzir a dependência económica das comunidades envolventes.
A empresa não divulgou os valores individuais dos seis contratos. Segundo Filipe de Morais Vasconcelos, administrador executivo da The Equator Company, a expansão para diferentes geografias tem permitido testar soluções em contextos distintos.
“Crescer em muitas geografias ao mesmo tempo é, para a maioria das consultoras, um risco. Para nós tem sido o contrário. Cada novo contexto – Fiji, Moçambique, a escala europeia do FOODWISE – obriga-nos a testar as nossas ideias fora da zona de conforto, e é aí que a inovação acontece e nos permite criar soluções mais eficientes, customizadas para cada contexto de intervenção”, afirma.
Os novos projetos juntam-se a um portefólio de intervenções da empresa em cerca de 30 países, abrangendo áreas como transição energética, água, ESG, gestão de resíduos, impacto social e avaliação de risco.









