Alterações climáticas causaram quase 100 mil mortes devido a ondas de calor em 2023

Quase 100 mil mortes relacionadas com ondas de calor em 2023 poderão ser atribuídas às alterações climáticas provocadas pelo ser humano. A conclusão é de uma equipa de investigadores australianos e internacionais, que analisou os efeitos de fenómenos extremos de calor registados em várias regiões do mundo ao longo desse ano.

Redação

Quase 100 mil mortes relacionadas com ondas de calor em 2023 poderão ser atribuídas às alterações climáticas provocadas pelo ser humano. A conclusão é de uma equipa de investigadores australianos e internacionais, que analisou os efeitos de fenómenos extremos de calor registados em várias regiões do mundo ao longo desse ano.

Segundo os dados agora divulgados, estima-se que as ondas de calor tenham causado 178.486 mortes em excesso em 2023. Mais de metade desses óbitos — cerca de 54,3% — estão associados diretamente às alterações climáticas induzidas pelo homem.

O estudo baseia-se em dados globais de temperatura e de mortalidade, e procurou apurar tanto os números históricos de mortes associadas ao calor extremo como o impacto específico dos episódios registados em 2023.

As regiões do Sul, Leste e Oeste da Europa foram particularmente afetadas, registando as taxas de mortalidade mais elevadas devido ao calor nesse ano, numa tendência que os especialistas classificam como alarmante.

Os investigadores alertam para a necessidade urgente de medidas eficazes no combate às alterações climáticas, sob pena de fenómenos como estes se tornarem cada vez mais frequentes e letais.

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