“As mudanças climáticas são a pior ameaça do mundo”: quem o diz é António Guterres, o Secretário Geral das Nações Unidas, que pede mais ambição aos países para lidar com os desafios ambientais do futuro.

A participar na ‘R20 Austrian World Summit’, cimeira onde os objectivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas, em especial os desafios relacionados com o clima, António Guterres declarou que “as mudanças climáticas são uma ameaça existencial para a maioria do planeta, inclusive e especialmente para a vida dos seres humanos”.

Habituado a lidar diariamente com os desafios de um mundo cada vez mais complexo, António Guterres defende, no entanto, que nada se compara com o impacto que as mudanças climáticas estão a provocar ao nosso planeta.

A discursar em Viena, o actual Secretário Geral das Nações Unidas frisou várias vezes a necessidade de uma “intervenção urgente”, num esforço global “enquanto ainda há tempo para limitar o aumento da temperatura abaixo de dois graus celsius e tão próximo de 1,5 quanto possível”.

“Precisamos de uma nova revolução energética. A idade da pedra não acabou porque as pedras desapareceram do mundo. Não temos de esperar que o óleo e o carvão acabem para acabar com a idade de combustíveis fósseis”, alertou o antigo primeiro-ministro português.

Uma revolução energética onde as energias renováveis são protagonistas, defende Guterres. “As economias do sol e do vento estão do nosso lado”, declarou, lembrando que o preço das energias renováveis tem vindo a cair bastante na última década, sendo actualmente uma “excelente oportunidade” de negócio.

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