Um tribunal sueco condenou hoje dois ativistas climáticos do movimento Extinction Rebellion, por terem derramado tinta vermelha num aeroporto de Estocolmo que recebe jatos privados, e absolveu outras 15 pessoas que participaram na ação.
O caso ganhou destaque na Suécia depois de o relator especial da ONU para os Defensores do Ambiente, Michel Forst, ter, em março de 2025, manifestado preocupação com o facto de o país escandinavo tratar os seus ativistas climáticos como “criminosos”.
O Tribunal Distrital de Solna condenou os dois ativistas, um homem de 46 anos e uma mulher de 51 anos, a dois meses de prisão suspensa cada um, bem como ao pagamento de multas de 2.500 coroas suecas (cerca de 230 euros) e 26.000 coroas suecas (cerca de 2.400 euros), respetivamente, com base nos seus rendimentos.
Além disso, a dupla foi também condenada a pagar, em conjunto, 76.500 coroas suecas (pouco mais de 7.000 euros) de indemnização à operadora de jatos privados Grafair Flight Management.
O tribunal deu como provado que os dois ativistas condenados atiraram, a 17 de setembro de 2023, tinta vermelha para um terminal do Aeroporto de Bromma, bem como sobre um avião e veículos estacionados nas proximidades, explicando que queriam protestar contra o uso de jatos privados.
Embora o tribunal tenha declarado não haver “qualquer razão para questionar o facto de as emissões de gases com efeito de estufa, a longo prazo, provocarem mortes humanas”, acrescentou que os atos de vandalismo cometidos pelos dois ativistas “não eram de natureza a contribuir, de forma suficientemente concreta e imediata, para a preservação do interesse ameaçado invocado”.









