A Câmara de Benavente decidiu reformular uma candidatura ao Fundo Ambiental destinada à gestão de resíduos, abandonando a aquisição de uma viatura elétrica e optando pela compra de duas viaturas para a recolha de monos.
Durante a reunião pública do executivo, a presidente da Câmara, Sónia Ferreira, explicou que a alteração resulta de uma reavaliação das necessidades do concelho e das condições atuais de operação do serviço de recolha de resíduos.
Segundo a autarca, a candidatura inicialmente aprovada previa a aquisição de uma viatura elétrica de 27 toneladas, com um custo estimado de 689 mil euros, inserida num investimento global de cerca de 1,2 milhões de euros, financiado através do Fundo Ambiental.
Contudo, a Câmara decidiu não avançar com essa solução devido às limitações operacionais decorrentes da utilização do Centro de Transferência de Resíduos de Salvaterra de Magos, que tem registado períodos de encerramento e deverá voltar a encerrar temporariamente para obras.
De acordo com Sónia Ferreira, esta situação obriga os veículos municipais a deslocações mais frequentes para a estação da Raposa, aumentando significativamente as distâncias percorridas e “colocando em causa a adequação de uma viatura elétrica às necessidades diárias do serviço”
“Verificou-se uma atualização dos preços e uma necessidade de reavaliar as soluções previstas para o setor dos resíduos”, afirmou.
Nesse contexto, o município optou por substituir a aquisição do camião elétrico pela compra de duas viaturas de 7,2 toneladas equipadas com grua para recolha de monos, procurando reforçar a capacidade de resposta numa área que tem motivado queixas recorrentes de munícipes e críticas da oposição.
A alteração da candidatura é acompanhada por uma redução da verba inscrita no objetivo estratégico dedicado aos resíduos, que passa para cerca de 925 mil euros, permitindo a reafetação de 300 mil euros para investimentos na área da eficiência energética.
Segundo a presidente da Câmara, essa transferência de verbas permitirá igualmente reforçar “o financiamento destinado à requalificação energética do Pavilhão Gimnodesportivo de Santo Estêvão”, cuja candidatura deverá ser submetida nas próximas semanas.
Ainda na área dos resíduos, a autarca destacou a aposta “num sistema inteligente de gestão dos contentores”, que permitirá monitorizar remotamente os níveis de enchimento e otimizar os percursos das viaturas de recolha.
O sistema inclui sensores instalados nos contentores, ‘software’ de gestão, módulos de inteligência artificial e serviços de manutenção, permitindo definir rotas em função das necessidades reais de recolha.
A presidente da Câmara reconheceu ainda que o serviço enfrenta constrangimentos, como a avaria de viaturas e a insuficiência temporária de meios disponíveis para a recolha, mas defendeu que as alterações vão permitir “reforçar a capacidade de intervenção do município no setor dos resíduos urbanos”.









