Calor extremo: 10+1 recomendações para utilizar o ar condicionado de forma mais eficiente e proteger a saúde

À medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas, a Eurofred defende que o ar condicionado deve ser encarado como uma ferramenta de adaptação climática. A empresa reuniu um conjunto de recomendações para reduzir o consumo de energia sem comprometer o conforto térmico e a proteção da saúde.

Redação

As ondas de calor estão a deixar de ser fenómenos excecionais para se tornarem uma realidade cada vez mais frequente. Num contexto de temperaturas extremas, o ar condicionado assume um papel crescente na proteção da saúde, sobretudo entre idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas, mas a sua utilização levanta também desafios relacionados com o consumo de energia e a eficiência dos edifícios.

Para responder a este cenário, a Eurofred, empresa especializada em soluções de climatização, reuniu um conjunto de 10+1 recomendações destinadas a ajudar consumidores e empresas a utilizar os equipamentos de forma mais eficiente, conciliando conforto térmico, poupança de energia e sustentabilidade.

A empresa lembra que o calor extremo está associado ao aumento de problemas cardiovasculares e respiratórios, bem como de casos de insolação, defendendo que a climatização deve integrar as estratégias de adaptação às alterações climáticas. A posição é sustentada por um estudo do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), segundo o qual a expansão do uso de sistemas de ar condicionado está associada a uma redução de cerca de 28,6% da mortalidade relacionada com o calor e de 31,5% das mortes durante ondas de calor extremas.

Entre as recomendações deixadas pela Eurofred, a primeira passa pela escolha de equipamentos com elevada eficiência energética, preferencialmente classificados com A+++, e corretamente dimensionados para o espaço onde serão instalados, evitando consumos superiores ao necessário. A empresa aconselha ainda a considerar indicadores como o SEER e o SCOP, que permitem avaliar o desempenho energético dos equipamentos ao longo do ano.

A localização das unidades interiores e exteriores é outro dos aspetos destacados. Evitar obstruções à circulação do ar e proteger as unidades da exposição direta a condições extremas pode melhorar significativamente o desempenho dos sistemas.

A instalação deve ser efetuada por profissionais qualificados, uma vez que uma montagem incorreta pode reduzir a eficiência, aumentar o consumo energético e diminuir a vida útil do equipamento.

A utilização diária também influencia o consumo. A Eurofred recomenda manter uma temperatura estável e evitar diferenças excessivas entre o interior e o exterior, lembrando que cada grau adicional de arrefecimento representa um aumento do consumo de energia. Programar horários de funcionamento e recorrer ao controlo remoto através de aplicações móveis pode igualmente evitar que o equipamento permaneça ligado quando não é necessário.

A manutenção periódica é outro dos pontos considerados essenciais. Limpar regularmente os filtros e realizar inspeções preventivas ajuda a preservar o desempenho do sistema, melhora a qualidade do ar interior e reduz o risco de avarias durante os períodos de maior utilização.

Para diminuir a necessidade de arrefecimento, a empresa recomenda ainda limitar os ganhos de calor no interior dos edifícios, mantendo portas e janelas fechadas durante as horas mais quentes, reforçando o isolamento térmico e reduzindo a entrada direta da radiação solar.

Mais do que depender exclusivamente do ar condicionado, a Eurofred defende que este deve integrar uma estratégia mais ampla de eficiência energética, combinando equipamentos eficientes, instalação adequada, manutenção regular e hábitos de utilização responsáveis.

Como recomendação adicional, a empresa destaca a importância da digitalização dos sistemas de climatização. A monitorização remota do consumo e do desempenho dos equipamentos permite antecipar necessidades de manutenção, detetar perdas de eficiência e otimizar o funcionamento dos aparelhos, contribuindo para reduzir o consumo de energia e prolongar a sua vida útil.

Segundo a Eurofred, num contexto de alterações climáticas e de aumento da frequência das ondas de calor, garantir ambientes termicamente seguros será cada vez mais importante para proteger a saúde das populações e assegurar a continuidade da atividade económica, tornando a eficiência energética dos sistemas de climatização um fator determinante para cidades mais resilientes.

  1. Escolha equipamentos eficientes desde o início: Optar por sistemas com classificação energética A+++ permite reduzir o consumo de energia durante os meses de pico, sem sacrificar o conforto.
  2. Dimensionar corretamente a capacidade: Uma unidade sobredimensionada não arrefece melhor e pode levar a um consumo desnecessário de energia. A capacidade deve ser ajustada à área, orientação, isolamento, ocupação e cargas internas do espaço.
  3. Considere os indicadores SEER e SCOP: Estes parâmetros refletem melhor o desempenho energético real da unidade ao longo do ano do que a sua capacidade nominal e ajudam a escolher soluções mais económicas a médio prazo.
  4. Escolha a localização correta para as unidades interiores e exteriores: A posição das unidades interiores e exteriores influencia diretamente o desempenho. Evitar obstruções, promover a circulação do ar e proteger as unidades da exposição extrema melhora a eficiência.
  5. Contrate sempre instaladores profissionais: A instalação adequada garante que o equipamento opera no seu potencial máximo, evita perdas de desempenho, aumenta a segurança e prolonga a vida útil do sistema.
  6. Ajuste a temperatura de forma responsável: Manter uma temperatura estável e evitar mudanças bruscas ajuda a reduzir o consumo de energia. Cada grau de diferença pode ter um impacto direto no consumo de energia.
  7. Utilize o agendamento e o comando à distância: Programar horários, adaptar o funcionamento aos hábitos reais e evitar que o aparelho funcione desnecessariamente permite poupar energia sem sacrificar o conforto.
  8. Mantenha os filtros limpos e faça a manutenção do sistema: A manutenção preventiva preserva o desempenho original do aparelho, evita avarias durante os períodos de pico de procura e contribui para uma melhor qualidade do ar interior.
  9. Evite os ganhos de calor em sua casa: Fechar portas e janelas, melhorar o isolamento e reduzir a incidência direta da luz solar ajudam o aparelho a trabalhar menos e a consumir menos energia.
  10. Utilize o ar condicionado como parte de uma estratégia abrangente: Combinar equipamentos eficientes, instalação profissional, manutenção adequada e hábitos responsáveis ​​permite reduzir o consumo de energia e proteger a sua saúde durante períodos de calor extremo.

10+1. Digitalização de equipamentos para antecipar o consumo e a manutenção: a monitorização remota permite controlar o consumo em tempo real, detetar desvios de desempenho e aplicar a manutenção preditiva com base nos dados registados, evitando avarias, otimizando a utilização de energia e prolongando a vida útil do equipamento.

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