Considerado o maior concurso de fotografia de vida selvagem do mundo, o Wildlife Photographer of the Year (WPY) assinala este ano a sua 62.ª edição, com um número de candidaturas sem precedentes: mais de 65.000, de 121 países.
Desenvolvido e produzido pelo Museu de História Natural de Londres, a iniciativa tem como objetivo dar a conhecer as imagens mais extraordinárias do mundo natural, para inspirar e para chamar a atenção do público para os problemas enfrentados atualmente.
Os vencedores da edição de 2026 serão anunciados publicamente no próximo dia 13 de outubro, numa cerimónia nesse museu britânico apresentada por Chris Packham e Megan McCubbin, conservacionistas e apresentadores de programas televisivos sobre a vida selvagem.
As 100 fotografias selecionadas pelo júri estarão em exposição no museu a partir do dia 16 de outubro, mas a organização divulgou já algumas, para aguçar a curiosidade.
De entre as escolhidas, estão um camaleão intrépido que enfrenta uma tempestade de frente, uma relação especial entre um rinoceronte e um pequeno pássaro, uma mãe orca que faz o luto pela sua cria falecida e carrega o seu corpo sem vida pelo mar, um sapo com má pontaria e um urso forçado a andar de triciclo num circo na Guatemala.
“Todos os anos penso que os trabalhos apresentados ao nosso concurso não podem ser ainda melhores… e todos os anos vejo que estou enganada!”, diz, em nota, Kathy Moran, presidente do júri do WPY 2026.
“Estas imagens abrem caminho a uma apreciação e a um compromisso mais profundos para com o nosso mundo natural”, acrescenta.
As candidaturas para a próxima edição arrancam no dia 19 de outubro e terminam a 3 de dezembro.
“Numa altura em que a natureza está a ser mais pressionada do que nunca, estas fotografias recordam-nos tanto o que está em jogo como o que vale a pena proteger”, salienta Doug Gurr, diretor do Museu de História Natural.
De acordo com o museu, a exposição irá também informar os visitantes sobre como os habitats do planeta estão a mudar. Além das fotos em exibição, será fornecida informação sobre alguns dos habitats da Terra, nomeadamente, quanto da biodiversidade dessa região, numa escala de 0% a 100%, permanece. Essa medição é feita através do índice Biodiversity Intactness Index, criado pelo museu e adotado pela Convenção-Quadro da Biodiversidade como um indicador oficial para o apoio à tomada de decisão.

























