Cascais acolhe projeto que ajuda a prever chegada de alga invasora à costa

O objetivo do projeto EO4RO, liderado pela GMV em Portugal em parceria com o Plymouth Marine Laboratory e financiado pela Câmara Municipal de Cascais, é prever episódios de proliferação e acumulação da alga invasora Rugulopteryx okamurae.

Green Savers com Lusa

Cascais vai acolher um projeto que recorre a imagens de satélite, dados oceanográficos, informação meteorológica e inteligência artificial para prever episódios de proliferação de uma alga invasora originária do Pacífico que aparece nas praias portuguesas, foi hoje anunciado.

O objetivo do projeto EO4RO, liderado pela GMV em Portugal em parceria com o Plymouth Marine Laboratory e financiado pela Câmara Municipal de Cascais, é prever episódios de proliferação e acumulação da alga invasora Rugulopteryx okamurae.

Em comunicado, a GMV refere que a “alga invasora originária do Pacífico está a avançar sobre a costa portuguesa e já representa uma ameaça crescente para praias, biodiversidade marinha e atividade económica”.

“Para responder a este fenómeno, o município de Cascais vai apostar numa solução inovadora baseada em tecnologia espacial, inteligência artificial e ciência oceânica capaz de prever quando e onde a alga poderá chegar à costa”, é referido na nota.

Segundo a GMV, a grande diferença está na capacidade de antecipação: “Em vez de atuar apenas quando a alga já deu à costa, o sistema pretende ajudar as autoridades a prever onde e quando o problema poderá surgir, permitindo uma resposta mais rápida, eficiente e informada.”

O projeto EO4RO (Earth Observation for the Mapping and Monitoring of Rugulopteryx okamurae) será desenvolvido ao longo de um ano por um consórcio composto pela equipa da GMV em Portugal e pelo Plymouth Marine Laboratory, um dos centros científicos internacionais de referência em investigação marinha.

Se os resultados do projeto forem positivos, segundo a GMV, Cascais “poderá tornar-se o primeiro município português a testar uma solução integrada deste tipo e um caso de estudo europeu na gestão costeira inteligente, com potencial de replicação noutras zonas vulneráveis, do Algarve às Canárias, do Mediterrâneo ao Atlântico Norte”.

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, disse, citado no comunicado, que a parceria “demonstra o potencial da colaboração entre ciência, tecnologia e poder local na resposta a desafios ambientais emergentes”.

Por sua vez, Filipe Brandão, da GMV Portugal, disse que a “inovação ganha verdadeiro valor quando melhora a vida das pessoas e ajuda a proteger o território”.

“Estamos a aplicar tecnologia desenvolvida para desafios globais a um problema muito concreto que afeta praias, ecossistemas e economias locais”, salientou.

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