Moçambique tem uma população estimada de mais de 21 mil elefantes, indicam dados preliminares do censo aéreo realizado em 2025, divulgados hoje pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) moçambicana.
Numa breve nota com o número e sem mais detalhes, a ANAC pede a proteção do elefante-africano, referindo que é o maior animal terrestre do planeta e que pode viver mais de 60 anos.
“Proteger os elefantes significa proteger muitas outras espécies, os recursos naturais e até os meios de subsistência das pessoas”, lê-se na nota, divulgada pela instituição de conservação moçambicana.
Em fevereiro, Moçambique anunciou uma nova métrica de biodiversidade para medir os impactos do desenvolvimento no elefante africano, uma espécie “prioritária para a conservação” no país, conforme noticiado então pela Lusa.
“Com esta iniciativa, o Governo de Moçambique e os seus parceiros reforçam o compromisso com soluções técnicas inovadoras que promovem um desenvolvimento mais equilibrado e a conservação de uma das espécies mais emblemáticas do país”, lê-se na nota divulgada então pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) de Moçambique.
O novo Censo Nacional de Elefantes e Grandes Mamíferos foi realizado em 2025, sete anos após a última contagem, e visava atualizar o número de animais existentes e a sua distribuição pelo território moçambicano.
A contagem devia ser realizada a cada cinco anos, mas a falta de recursos condicionou o processo, disse, em setembro, o diretor-geral adjunto da Anac, Severiano Khoy.
Censos anteriores realizados em Moçambique registaram uma queda de 13% na população de elefantes, de 10.496 animais em 2014 para 9.122 em 2018, ano do último censo, em resultado da caça furtiva e de fenómenos naturais.









