Cientistas portugueses lideram descoberta de novas espécies de bactérias em esponjas marinhas

Os estudos contribuem para a caracterização da diversidade microbiana associada a esponjas marinhas, permitindo a descrição formal de microrganismos até agora conhecidos apenas a partir de dados moleculares

Redação

Duas investigações lideradas por cientistas portugueses dão a conhecer novas espécies de bactérias que vivem em esponjas marinhas que são centrais no ciclo do nitrogénio nos recifes de coral.

Vanessa Oliveira e Newton Gomes, ambos do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da Universidade de Aveiro, são os principais autores de ambos os trabalhos, publicado na revista ‘Microbiology Research’. As equipas contam também com outros investigadores portugueses, do Instituto Politécnico de Leiria, do Instituto Superior Técnico, e ainda da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia de Penghu, em Taiwan.

O primeiro estudo a ser publicado revela a descoberta da espécie Aquimarina rhabdastrellae, uma bactéria que foi encontrada na esponja marinha Rhabdastrella globostellata. De acordo com os investigadores, esta bactéria obtém a sua energia de nitratos, pelo que é capaz de fazer desnitrificação completa, um processo que dizem ser fundamental no ciclo do nitrogénio.

Essa nova espécie pertence ao género Aquimarina, que, segundo a equipa, é reconhecido por ter potencial para a produção de compostos bioativos e pelas suas atividades antimicrobianas.

A segunda investigação dá conta da descrição de um novo género e de uma nova espécie de bactéria. Batizado com o nome científico Spongorhabdus nitratireducens, esse novo microrganismo pertence à família Endozoicomonadaceae, um grupo de bactérias que desempenha um papel central nas interações simbióticas entre microrganismos e invertebrados marinhos.

“Este novo táxon, associado a esponjas marinhas, apresenta capacidades de redução de nitrato, reforçando a potencial relevância funcional destas bactérias no ciclo do nitrogénio em esponjas marinhas”, explicam os cientistas.

E acrescentam que estes estudos contribuem para a caracterização da diversidade microbiana associada a esponjas marinhas, permitindo a descrição formal de microrganismos até agora conhecidos apenas a partir de dados moleculares.

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