Cinco novas espécies de vespa descobertas no Chipre. Uma recebeu o nome da deusa grega Afrodite

Até este estudo, só quatro espécies de vespas parasitoides da superfamília Chalcidoidea estavam descritas como endémicas do Chipre. Agora mais do que duplica esse número.

Redação

Cinco novas espécies de vespa parasitoide foram descobertas no Chipre. São pequenos insetos que desempenham um importante papel no controlo natural de pragas, incluindo as que afetam fortemente a agricultura, porque as suas larvas desenvolvem-se no interior de outros insetos.

Num artigo divulgado na revista ‘ZooKeys’, os investigadores Evangelos Koutsoukos, da Universidade de Atenas (Grécia), e Mircea-Dan Mitroiu, da Universidade Alexandru Ioan Cuza (Roménia), contribuem para o conhecimento de um grupo de vespas que continuam pouco estudado em grande parte da Europa do sul e do Médio Oriente.

As novas espécies descritas, todas da superfamília Chalcidoidea e da família Pteromalidae, são Ablaxia makrisi, Erythromalus makrisi, Hemitrichus akrotiriensis, Ablaxia toxeftrae e Janssoniella aphrodite.

Quando à escolha dos nomes, os investigadores, em comunicado, explicam que as duas primeiras foram batizadas em homenagem a Christodoulos Makris, um célebre entomólogo cipriota, pelos seus contributos para o estudo da biodiversidade e que recolheu os primeiros exemplares dessas espécies.

A espécie Hemitrichus akrotiriensis recebeu o nome da península de Akrotiri, no Chipre, que o coautor Koutsoukos descreve como “uma área protegida e um dos maiores pontos de biodiversidade do Chipre”, tendo sido o local onde o holótipo – o indivíduo usado como referência da espécie descrita – foi recolhido.

A Ablaxia toxeftrae recebe o nome da praia de Toxeftra, na península de Akamas, onde o holótipo foi encontrado.

Por fim, a espécie Janssoniella aphrodite foi batizada com o nome da deusa grega do amor, Afrodite, porque o holótipo foi descoberto na cidade de Yeroskipou, onde a divindade era venerada durante os tempos da Grécia Antiga.

Até este estudo, só quatro espécies de vespas parasitoides da superfamília Chalcidoidea estavam descritas como endémicas do Chipre. Agora mais do que duplica o número de espécies endémicas Chalcidoidea desse país mediterrânico, o que os investigadores dizem destacar falhas no conhecimento sobre a biodiversidade nativa da ilha e a necessidade de mais investigações científicas.

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