Como a socialização em torno da luz artificial noturna pode afetar o cérebro das aves

A luz artificial noturna (ALAN) perturba os ritmos naturais dos animais de forma semelhante a um poluente, de acordo com investigadores internacionais, que estudaram o efeito da fraca luminosidade da ALAN em aves sociais e isoladas.

Redação

A luz artificial noturna (ALAN) perturba os ritmos naturais dos animais de forma semelhante a um poluente, de acordo com investigadores internacionais, que estudaram o efeito da fraca luminosidade da ALAN em aves sociais e isoladas.

Um estudo mostrou que a luz artificial noturna afeta de forma diferente as aves sociais e as aves isoladas, alterando o comportamento e a expressão genética. As aves sociais sujeitas à ALAN iniciaram as atividades diárias mais cedo e apresentaram padrões genéticos circadianos mais perturbados no cérebro e no fígado, em comparação com as aves isoladas ou os controlos.

Embora os níveis de melatonina se mantivessem inalterados, as interações sociais agravaram os efeitos do ALAN, sublinhando a importância de considerar os contextos sociais na investigação biológica. Este facto realça a forma como a ALAN e a dinâmica social, em conjunto, têm impacto nos relógios internos dos animais.

Os autores afirmam que as interações sociais exacerbam os efeitos da ALAN e sugerem que o contexto social deve ser considerado em futuros estudos biológicos.

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