Comunidade de Energia Renovável de Caminha integra cinco freguesias

Constituída em 2025 apenas com dois parceiros fundadores (Câmara e União de Freguesias de Moledo e Cristelo), a comunidade teve entretanto a adesão da União de Freguesias de Venade e Azevedo e das freguesias de Vila Praia de Âncora, de Riba de Âncora e de Dem, revelou a autarquia, em resposta a questões da Lusa.

Green Savers com Lusa

A Comunidade de Energia Renovável de Caminha (CERCAMINHA) vai arrancar com cinco freguesias e pretende, no futuro, estar aberta a todos os munícipes, revelou hoje a autarquia.

Constituída em 2025 apenas com dois parceiros fundadores (Câmara e União de Freguesias de Moledo e Cristelo), a comunidade teve entretanto a adesão da União de Freguesias de Venade e Azevedo e das freguesias de Vila Praia de Âncora, de Riba de Âncora e de Dem, revelou a autarquia, em resposta a questões da Lusa.

Para se implementar, a CERCAMINHA precisa agora de “auditorias energéticas às instalações das freguesias aderentes, elaboração do anteprojeto técnico, obtenção de pareceres da Direção-Geral de Energia e Geologia e da E-Redes, e candidatura formal aos fundos comunitários, explicou aquele município do distrito de Viana do Castelo.

Está também prevista a submissão do projeto ao Tribunal de Contas.

“A CERCAMINHA deu um passo decisivo para se tornar uma rede inter-autárquica de âmbito concelhio”, indica a Câmara de Caminha em comunicado.

A autarquia revela que se reuniu na terça-feira “com todos os presidentes de junta de freguesia com o objetivo de alargar a CERCAMINHA, apresentando o enquadramento jurídico-financeiro do projeto, os benefícios da adesão e o modelo de parceria em vigor”.

“Esta reunião mudou a escala deste projeto”, frisou a Câmara.

Atualmente, a comunidade integra cinco das 14 freguesias do concelho.

A Câmara de Caminha afirma que “a missão desta comunidade centra-se na produção de energia a partir de fontes renováveis — sobretudo solar fotovoltaica —, na partilha dessa energia entre os membros e na redução estrutural das faturas energéticas das entidades aderentes”.

Financiada por fundos comunitários, a Comunidade de Energia Renovável permite “que o investimento inicial e os custos de operação e manutenção fiquem centralizados no município”, pelo que as juntas de freguesia “não têm de comprometer os seus orçamentos”.

As juntas “apenas disponibilizam coberturas de edifícios, pavilhões e espaços públicos para a instalação dos sistemas fotovoltaicos, e comprometem-se a consumir a energia localmente produzida”.

A Câmara de Caminha sublinha que a comunidade “vai além das autarquias”, pretendendo-se que “cidadãos, empresas e outras organizações locais possam aderir, beneficiando diretamente da energia renovável produzida no território”.

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