Cria de pantera-negra resgatada do tráfico ilegal na Tailândia

O resgate aconteceu na cidade de Mae Sot, na fronteira com Myanmar, um local conhecido pelas atividades de tráfico internacional. A operação resultou na detenção de duas pessoas, mas as investigações prosseguem para identificar mais suspeitos.

Filipe Pimentel Rações

Uma cria de leopardo (Panthera pardus), fêmea de sete meses, foi resgatada no passado dia 8 de abril do tráfico ilegal durante uma operação na cidade de Mae Sot, na fronteira com Myanmar.

Ao contrário da coloração típica dos leopardos, a cria tinha a pelagem preta, fruto de melanismo, pelo que esses animais são também conhecidos como panteras-negras, mas não são uma espécie diferente.

A operação foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes Ambientais da Tailândia, contando com o apoio do Serviço de Pescas e Vida Selvagem dos Estados Unidos da América e da organização não-governamental Wildlife Justice Commission (WJC). A ação resultou na detenção de duas pessoas que se preparavam para transportar ilegalmente o animal da Tailândia para Myanmar.

De acordo com as informações avançadas pela WJC, a cidade de Mae Sot é um conhecido centro de tráfico de vida selvagem entre os dois países do sudeste asiático. A polícia tailandesa, no Facebook, avança que os traficantes operavam a partir de um centro comercial nessa cidade.

Os detidos foram acusados, ao abrigo da lei tailandesa de Conservação e Proteção da Vida Selvagem, de posse ilegal de espécie selvagem protegida. As investigações estão ainda em curso, com as autoridades e parceiros internacionais em busca de outros suspeitos associados a rota de tráfico de animais selvagens com ligação ao Camboja.

Os leopardos estão integrados no Apêndice I da CITES, a convenção que regula o comércio internacional de espécies selvagens ameaçadas. Esse apêndice inclui todas as espécies ameaçadas de extinção cuja sobrevivência está a ser ou pode vir a ser afetada pela sua comercialização, pelo que o comércio dessas espécies é proibido.

Além disso, os leopardos estão classificados como espécie “Vulnerável” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, com uma tendência populacional decrescente. Entre as principais ameaças ao futuro dos leopardos estão a caça furtiva e o tráfico, a perda de habitat e de presas e os conflitos com os humanos.

“Esta detenção é um claro lembrete de que o tráfico de vida selvagem é um crime organizado, mas está a ser ativamente combatido”, diz a WJC numa publicação na rede social X.

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