O verão de 2026 foi o mais quente de que há registo no Reino Unido, desde 1884, indicam dados provisórios do serviço meteorológico britânico Met Office.
A temperatura média durante os meses junho, julho e agosto foi de 16,5º Celsius, tendo um máximo de 38,1º C sido registados no leste de Londres em 13 de agosto.
Ainda assim, a temperatura ficou abaixo do recorde britânico de agosto, de 38,5° C, registado em 2003, e do máximo histórico de 40,3° C registados em 19 de julho 2022.
O Met Office indicou que este foi também um dos verões mais soalheiros já registados (desde 1910) e uma estação muito seca para muitas localidades no país.
“Estes recordes estão agora a ser batidos com cada vez maior frequência, refletindo a influência das alterações climáticas induzidas pelo homem nas temperaturas que estamos a registar no Reino Unido”, disse a responsável do Centro de Informação Climática do Met Office, Amy Doherty, em comunicado.
A cientista salientou a subida significativa da temperatura média do verão relativamente ao anterior recorde de 16,1º C registado em 2025.
“Os números também relegam o infame verão de 1976 para o sétimo lugar no que diz respeito à temperatura média de verão, com os cinco verões mais quentes a terem ocorrido todos desde 2003”, referiu.
Os cinco verões mais quentes de que há registo no Reino Unido são agora o deste ano, cim uma temperatura média de 16,5° C, o de 2025 com 16,1° C, o de 2018 com 15,7° C, o de 2006 com 15,7° C e o de 2003 com 15,7° C.
O verão britânico caracterizou-se por uma série de ondas de calor, com muitos dias nos quais a temperatura superou os 30° C.
Cientistas do Met Office estimaram que as alterações climáticas influenciadas pelos gases com efeito de estufa causados pelos humanos aumentaram em 130 vezes a probabilidade de um verão tão quente.
“Num clima não afetado pelas emissões humanas de gases com efeito de estufa, um verão como este seria excecionalmente improvável, ou seja, um em mais de mil anos. No nosso clima atual, que está a mudar devido ao efeito do uso de combustíveis fósseis, devemos agora esperar que este seja um evento com uma probabilidade de cerca de um em nove anos”, avisou Mark McCarthy, responsável pelo departamento de Atribuição Climática do serviço britânico.









