Separar o consumo de água e a cobrança do serviço de resíduos seria da mais elementar justiça, defende a DECO, que publica um estudo sobre o tema na edição de Julho da revista Proteste. Porque ter esta tarifa indexada ao consumo de água não é de forma nenhuma um bom indicador da produção de resíduos.

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor dá mesmo o exemplo de duas famílias, que consomem a mesma quantidade de água, sendo que uma recicla e a outra não, produzindo uma muito maior quantidade de resíduos. Só que esse valor não se traduz na conta e ambas pagam exactamente o mesmo.

No sistema actual, quer faça ou não reciclagem, separe ou não o plástico, o metal, o papel, o cartão e o vidro, o resultado é sempre o mesmo para 90% dos municípios portugueses, onde o cálculo do valor dos resíduos incide sempre na quantidade de água que se gasta todos os meses. Na fatura da água o peso do custo dos resíduos é, em média, de 20 por cento.

Assim sendo, deveria ser instalado um sistema PAYT (do inglês pay as you throw) pelas entidades gestoras. Isto permitiria ter um tarifário mais justo, promovendo uma tarifa mais baixa para quem recicla e produz pouco lixo indiferenciado.

No site a associação pública também um mapa interactivo para que saiba quanto paga pela água, saneamento e resíduos no seu município. Se tem uma família numerosa ou com carências económicas, também pode conhecer aqui os apoios ao nível do tarifário da água.

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