Os consumidores precisam de viralizar um comportamento novo: vamos fazer durar a roupa que temos. Porque havemos de substituir o guarda‑roupa ao sabor de uma qualquer moda passageira?
Segundo um estudo da DECO PROteste, que analisou 13 materiais, os números não mentem, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, a indústria do vestuário ocupa o quarto lugar com maior impacto ambiental, depois da alimentação, construção e transportes. A utilização de matéria-prima derivada do petróleo, o consumo intensivo de água e pesticidas para o cultivo de certas fibras naturais, e o uso de químicos no tingimento e fabrico dos tecidos são algumas das causas.
Quase 13 milhões de toneladas de resíduos têxteis são geradas todos os anos na União Europeia: uma média de 16 kg por cidadão europeu. Além disso, as taxas de reciclagem dos têxteis são insuficientes.
O maior impacto ambiental do vestuário corresponde à fase de produção (64%) e à fase de uso (33%). É, por isso importante reduzir o ímpeto de comprar roupa com demasiada regularidade, seguindo a chamada fast fashion. E, sempre que possível, há que adotar o hábito de doar a que não se quer usar. A título de exemplo, vestir uma camisola durante um ano apenas (substituindo-a por peças novas) aumenta o seu impacto ambiental em 148%, em média.
Aumente a frequência de utilização da sua roupa. Evite comprar peças desnecessárias. Selecione têxteis e vestuário de boa qualidade e evite a tentação de optar pelo design a preço baixo.
Fontes de informação:
https://www.deco.proteste.pt/sustentabilidade/artigo/como-tornar-guarda-roupa-mais-sustentavel;









