A época balnear é sinónimo de dias passados junto ao mar, mas também de uma maior pressão sobre as praias e os ecossistemas costeiros. Depois de um inverno marcado por temporais, que provocaram erosão, perda de areal e danos em infraestruturas, é ainda mais importante adotar comportamentos responsáveis que protejam tanto os banhistas como o ambiente.
Em 2026, Portugal conta com 671 águas balneares, das quais 438 ostentam a Bandeira Azul, um galardão que reconhece praias que cumprem critérios de qualidade da água, gestão ambiental, segurança e educação ambiental. No entanto, a preservação destes espaços depende também das escolhas de quem os frequenta.
Para aproveitar a praia de forma segura e sustentável:
- Escolha praias vigiadas e consulte previamente informações sobre a qualidade da água, a existência de nadador-salvador e eventuais riscos, através da plataforma Info Água;
- Respeite a sinalização, as bandeiras e as zonas interditas, protegendo a sua segurança e evitando contribuir para a degradação de áreas sensíveis, como arribas e dunas;
- Não deixe resíduos na areia. Todo o lixo abandonado pode acabar no oceano, colocando em risco a fauna e a flora marinhas.
- Evite circular ou estacionar veículos em praias, dunas e arribas fora das zonas autorizadas, uma vez que estes habitats são particularmente vulneráveis. A destruição, danificação, deslocação ou remoção da sinalética ou das barreiras de proteção existentes nas praias e demais zonas da orla costeira poderá implicar o pagamento de uma coima de 250 a 1000 euros.
- Respeite a tranquilidade do espaço, evitando ruído excessivo e utilizando as áreas destinadas às atividades desportivas. Provocar ruído na praia pode implicar o pagamento de uma coima de 200 e 4000 euros, para pessoas singulares;
- Se tiver a intenção de praticar alguma atividade desportiva fora das zonas demarcadas pode custar-lhe 550 euros;
- Se levar um animal de companhia, confirme previamente se a praia permite o acesso e recolha sempre os dejetos. O incumprimento pode implicar a aplicação de coimas que podem atingir os 550 euros.
Respeitar as regras da época balnear não é apenas uma forma de evitar acidentes ou coimas, é também contribuir para a preservação das praias, da biodiversidade e da qualidade da água, garantindo que estes espaços naturais possam continuar a ser desfrutados pelas gerações futuras.
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