O protetor solar deve ser usado durante o ano inteiro, não apenas no verão, pois a exposição aos raios UV acontece mesmo nos dias nublados ou de chuva. No entanto, com a chegada dos dias mais quentes e das idas à praia, chega também a altura em que muitas pessoas voltam a organizar o seu kit de verão e a rever os produtos que ficaram guardados do ano anterior. É nesta fase que aparece uma dúvida muito comum: “posso utilizar o protetor solar do ano passado?”.
A resposta é sim, desde que o produto ainda esteja em boas condições. A maioria dos protetores solares tem uma validade de cerca de 12 meses após abertura, embora em alguns casos possam manter a eficácia até 24 meses. Antes de voltar a utilizá-lo, é essencial confirmar se o prazo de validade não expirou e se o produto mantém as características originais.
Alterações na cor, cheiro ou textura são sinais de alerta de que o protetor pode já não estar próprio para uso. Se estiver aguado, com grumos, amarelado ou com um cheiro diferente do habitual, deve ser descartado. Uma boa prática é marcar a data de abertura na embalagem para facilitar o controlo do tempo de utilização.
O uso de protetor solar fora da validade ou alterado pode provocar irritações na pele, alergias e, mais grave, reduzir ou anular a proteção contra os raios UV, aumentando o risco de escaldões, manchas e cancro da pele. Em alguns casos, sobretudo quando há alterações visíveis, pode ainda ocorrer o desenvolvimento de fungos ou bactérias.
Para preservar a eficácia do produto, o protetor solar deve ser guardado num local seco, à temperatura ambiente e longe da luz solar direta. Durante a utilização, deve manter-se a embalagem aberta o menor tempo possível e guardá-la sempre à sombra, dentro de uma bolsa ou mochila, idealmente protegida da areia e da água.
No fim da utilização do protetor solar, as embalagens de corpo, rosto e cabelo, em loção ou spray, devem ser colocadas no ecoponto amarelo. E lembre-se: o protetor solar deve ser utilizado o ano inteiro, e não apenas no verão.









