Dica sustentável da semana: Qual o impacto ambiental do desporto?

Um excelente exemplo foi o que aconteceu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, que se realizaram na China, onde 100% da neve foi gerada artificialmente.

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O desporto é fundamental para a saúde, mas também tem impactos no ambiente. É importante perceber como a prática de desporto ameaça o planeta e se traduz no consumo de recursos, emissões para a água, solo e para a atmosfera.

Um excelente exemplo foi o que aconteceu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, que se realizaram na China, onde 100% da neve foi gerada artificialmente. O impacto destes grandes eventos desportivos não fica por aqui, já pensou na pegada ecológica do transporte de milhares de adeptos aos palcos, aparato tecnológico utilizado para transmiti-los para o mundo, na quantidade de energia consumida nos recintos?

É fácil deduzir que é elevado o impacto. E até algo aparentemente tão inofensivo quanto o número de bolas usadas no ténis, por exemplo, pode ter consequências. Todos os anos são produzidas 300 milhões de bolas de ténis em todo o mundo. Tendo em conta a curta durabilidade e o facto de não serem recicladas, são um problema para o ambiente. Até porque demoram cerca de 400 anos a decompor-se.

O mesmo, é válido para o padel, onde uma caixa de três bolas dura apenas três jogos. Será que haveria forma de reciclar se houvesse um local onde deixar as bolas que já não são usadas e devem ser separadas do lixo comum? A verdade é que estes locais não existem em larga escala.

Se o ténis ou o padel têm este impacto, é possível imaginar o impacto do desporto mais admirado no mundo, o futebol. Em resultados reais, o Mundial de 2010, na África do Sul, foi responsável pela emissão de mais de 2,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono, enquanto a edição de 2014, no Brasil, emitiu 2,7 milhões de toneladas. Por outro lado, em 2018, na Rússia, as emissões não passaram das 2,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono. A maioria delas, cerca de 1,6 milhões de toneladas, tiveram origem indireta, por estarem associadas ao transporte de mais de cinco milhões de fãs, jogadores e staff.

Outras atividades físicas que, aparentemente, são inofensivas, mas bastante trendy, também deixam o seu rasto de emissões, como é o caso de andar de bicicleta, apesar de não transmitir gases para a atmosfera, quando entramos no nível da competição, aumenta o impacto ambiental associado à organização das provas nacionais e internacionais, que se junta às emissões devidas à produção destes simpáticos veículos.

Não podemos, nem devemos, deixar de praticar desporto. Por isso, é crucial que sejam criadas as condições necessárias para tornar obrigatória a recolha seletiva, não só dos têxteis, como também dos restantes resíduos gerados durante a prática de desporto, como bolas. Já existem algumas soluções, falta a recolha.

 

Fonte de informação:

https://www.deco.proteste.pt/sustentabilidade/artigo/como-poupar-agua-em-casa

 

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