Estado do Tennessee quer proibir construção do sistema Bus Rapid Transit

Os Koch Brothers, magnatas do petróleo, estão por trás da estratégia de proibir o sistema BRT em cidades do Tennessee.

Green Savers

O estado de Tennessee, nos Estados Unidos, deverá proibir a construção de sistemas Bus Rapid Transit (BRT) em dois municípios, incluindo na capital, Nashville, naquela que é, até agora, uma das mais sinistras notícias do ano.

Segundo o Menos Um Carro, o projecto-lei agora apresentado “proíbe os governos metropolitanos e as autoridades de trânsito de construir, manter ou operar qualquer sistema Bus Rapid Transit”, explica o Think Progress. 

Se o projecto-lei for aprovado, inviabilizará a construção do sistema de BRT de 11 km para Nashville avaliado no valor de €126 milhões (R$ 387 milhões), o AMP, mas também qualquer sistema de transporte colectivo proposto para o município.

A proibição foi fortemente apoiada por Charles e David Koch, magnatas do petróleo e donos da segunda maior empresa dos Estados Unidos. Os irmãos Koch Brothers estão determinados a usar as suas influências de lobby para impedir a construção do sistema de BRT.

Ao contrário dos autocarros tradicionais, o BRT é conhecido como uma das soluções mais eficientes para oferecer serviços de transporte de alta qualidade a custos atractivos em áreas urbanas, tanto nos países desenvolvidos como nos países em vias de desenvolvimento.

Os sistemas BRT são sistemas flexíveis de transporte em autocarros, com uma via exclusiva e que permitem responder a vários desafios, nomeadamente estradas congestionadas, poluição ambiental e redes de transportes sobrecarregadas.

Segundo os especialistas, os sistemas BRT consistem numa ou mais linhas (eixos principais) sobre as quais os veículos viajam num ciclo de alta frequência e incluem faixas dedicadas a autocarros separadas do resto do tráfego e plataformas de embarque cómodas e seguras, garantido um transporte rápido.

As implementações pioneiras de sistemas BRT tiveram lugar em várias cidades, como Curitiba, (Brasil) Bogotá (Colômbia) e Brisbane (Austrália). Por exemplo, em Bogotá, com a introdução do BRT verificou-se um aumento exponencial do número de cidadãos que passou a utilizar o transporte público, conseguindo o sistema dar resposta a cerca de 42 mil passageiros por hora.

Outras cidades seguiram o rasto das primeiras experiências, tais como Seul, na Coreia do Sul (2004), Beijing, na China (2005), e Istambul, na Turquia.

Foto:  EMBARQ Brasil / Creative Commons

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