A provocação em tom de brincadeira poderá desempenhar um papel importante na forma como os grandes símios constroem e avaliam as suas relações sociais, segundo um estudo de cientistas norte-americanos.
A investigação sugere que chimpanzés, gorilas, orangotangos e até os humanos recorrem a pequenas provocações para perceber a força dos seus laços sociais. Quanto mais sólida for a relação, maior será a tolerância à brincadeira antes de surgir irritação ou agressividade.
De acordo com os autores, este comportamento terá evoluído como uma forma relativamente segura de testar limites e avaliar a importância que o outro atribui à relação. A provocação envolve um assédio leve e unilateral, acompanhado por uma atenção cuidadosa às reações do outro, permitindo perceber até que ponto a interação é bem aceite.
Os investigadores defendem que esta estratégia ajuda os grandes símios a compreender melhor a dinâmica dos seus grupos e a tirar partido das ligações sociais existentes. Ao identificar quem tolera mais determinadas atitudes, os indivíduos conseguem avaliar a proximidade, confiança e valor da relação ao longo do tempo.
O estudo conclui que a provocação lúdica poderá ser uma ferramenta social partilhada entre humanos e outros grandes símios, sublinhando a complexidade das suas interações sociais e a importância da comunicação subtil na gestão das relações.









