Uma comissão de elementos de topo do governo dos Estados Unidos da América decidiu, esta semana, isentar as empresas que explorem gás e petróleo no Golfo do México de obrigações e restrições no âmbito da Lei de Espécies Ameaçadas.
Em mais um exemplo de concretização da promessa de campanha do presidente Donald Trump, de que nada o impediria de aumentar ao máximo a produção de combustíveis fósseis no país, condensada no slogan “Drill, baby! Drill!”, a administração norte-americana dá continuidade aos esforços de enfraquecimento dos regulamentos de proteção ambiental, que considera um entrave ao desenvolvimento económico e à segurança energética e nacional.
De acordo com as informações avançadas pela agência ‘Reuters’, a decisão foi tomada durante uma reunião em que estive presente o Secretário da Defesa, Pete Hegseth, que propôs a isenção, argumentando que as restrições da Lei de Espécies Ameaçadas põem em risco a produção de petróleo e de gás no Golfo.
“Não podemos permitir que as nossas próprias regras enfraqueçam a nossa posição e fortaleçam aqueles que nos desejam mal”, disse Hegseth, citado pela agência ‘Reuters’. “Por essas razões, a isenção da Lei de Espécies Ameaçadas no Golfo não é só uma boa ideia, é um assunto crítico de segurança nacional”, terá afirmado o responsável.
Outros membros do governo dos EUA estiveram presentes na reunião, como o Secretário da Administração Interna, Doug Burgum, que terá invocado os choques lançados pela guerra no Irão nos mercados energéticos para defender a necessidade de menos restrições na exploração de combustíveis fósseis no Golfo do México, responsável por cerca de 15% da produção nacional.
No Golfo do México ocorrem várias espécies ameaçadas, como tartarugas-marinhas, aves e baleias, incluindo a baleia-de-rice (Balaenoptera ricei), que só existe nessa região e está classificada como “Criticamente em Perigo” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, estimando-se que existam menos de 100 indivíduos na Natureza.










