Europa investe 45 mil milhões em novos projetos de energia eólica em 2025, mas persistem “desafios estruturais”

A informação é avançada num relatório anual da organização WindEurope publicado esta semana, que revela que a Alemanha foi o país com a maioria de nova capacidade em 2025 (5,2 GW), seguida pela Turquia (2,1 GW), pela Suécia (1,8 GW) e por Espanha (1,6 GW).

Redação

No ano passado, a Europa investiu cerca de 45 mil milhões de euros em novos projetos de energia eólica que serão construídos ao longo dos próximos anos. O reforço aumenta a capacidade instalada de eólica na região em 19 gigawatts (GW), para os 304 GW.

A informação é avançada num relatório anual da organização WindEurope publicado esta semana, que revela que a Alemanha foi o país com a maioria de nova capacidade em 2025 (5,2 GW), seguida pela Turquia (2,1 GW), pela Suécia (1,8 GW) e por Espanha (1,6 GW).

Noventa por cento na nova capacidade eólica foi instalada em terra, num total de 17 GW adicionais. No que toca à eólica offshore, instalada no mar, foram conseguidos dois GW de nova capacidade, o que o relatório aponta como sendo o valor mais baixo desde 2016, o que se deve, em parte, a atrasos na construção. Apenas três países instalaram novo capacidade eólica offshore em 2025, o Reino Unido, a Alemanha e França, mas a WindEurope acredita que o ritmo acelerará até 2026.

“Este crescimento reflete o papel crescente da energia eólica na transição energética europeia, embora o ritmo de implementação permaneça aquém do necessário para responder aos objetivos a longo prazo”, diz, em comunicado, a organização portuguesa WavEC – Offshore Renewables.

O objetivo é que, até 2030, sejam instalados 151 GW de nova capacidade eólica na Europa, com 112 GW na União Europeia, o que “reforçar a importância de assegurar condições para um ritmo de desenvolvimento adequado os próximos anos”, refere a mesma entidade.

Para a WavEC, “persistem desafios estruturais que condicionam o desenvolvimento do setor”, destacadamente a necessidade de reforçar e modernizar as redes elétricas, a falta de infraestruturas portuárias que impulsionem a eólica offshore, constrangimentos na cadeia de abastecimento e a complexidade e duração dos processos de licenciamento.

Até 2030, e de acordo com o Plano Nacional de Energia e Clima, Portugal quer ter 51% de renováveis no consumo final bruto de energia e um reforço da capacidade eólica instalada, com 10,4 GW em terra e dois GW offshore.

Contudo, a WavEC diz que, em linha com os dados do relatório da WindEurope, Portugal arrisca chegar ao final da década apenas com oito GW de eólica onshore, abaixo da meta definida. A organização portuguesa defende que “a energia eólica offshore pode assumir um papel complementar e estratégico”, mas “para que este potencial se traduza em capacidade instalada e produção efetiva”, é fundamental, “assegurar condições de licenciamento, reforço e modernização da rede, bem como capacidade industrial e portuária para suportar a cadeia de valor”.

Para Marco Alves, diretor-executivo da WavEC – Offshore Renewables, “Portugal reúne condições naturais e técnicas particularmente favoráveis ao desenvolvimento da energia eólica offshore, sobretudo através de soluções flutuantes”.

O responsável está convicto de que “esta nova indústria poderá assumir um papel relevante na diversificação do mix energético e na valorização sustentável dos recursos do oceano, aproveitando o know-how nacional já consolidado por meio de projetos-piloto e iniciativas de demonstração, e promover, em simultâneo, a criação de emprego altamente qualificado”.

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