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	<title>Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
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	<title>Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Produção de energia solar em Moçambique cresceu 6,4% no primeiro semestre</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/producao-de-energia-solar-em-mocambique-cresceu-64-no-primeiro-semestre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 17:02:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o relatório da execução do primeiro semestre do ministério dos Recursos Minerais e Energia, as centrais solares moçambicanas aumentaram a produção, tendo em conta os 49.422,23 MWh registados no mesmo período de 2025, correspondendo a um aumento de 3.153 MWh.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de energia solar em Moçambique cresceu 6,4% no primeiro semestre, para 52.576 megawatts-hora (MWh), aumentado o peso na matriz elétrica nacional, segundo dados oficiais.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com o relatório da execução do primeiro semestre do ministério dos Recursos Minerais e Energia, as centrais solares moçambicanas aumentaram a produção, tendo em conta os 49.422,23 MWh registados no mesmo período de 2025, correspondendo a um aumento de 3.153 MWh.</p>
<p class="text-paragraph">Apesar desta evolução, a energia solar ainda mantém um peso reduzido no sistema elétrico nacional, representando apenas 0,7% dos 8,06 milhões de MWh produzidos em Moçambique nos primeiros seis meses deste ano.</p>
<p class="text-paragraph">A central solar de Mocuba, na província central da Zambézia, manteve-se como a principal unidade fotovoltaica do país, respondendo por 34.031 MWh até junho, cerca de dois terços de toda a produção solar nacional.</p>
<p class="text-paragraph">Seguiu-se a central de Tetereane, província de Tete, com 17.807 MWh produzidos no semestre, enquanto os sistemas solares de menor dimensão instalados em Mavago, Muembe e Mecula, na província do Niassa, registaram produções inferiores a 200 MWh cada.</p>
<p class="text-paragraph">Os dados indicam que Mocuba aumentou a produção em 7% face ao período homólogo, enquanto Tetereane cresceu 5,9%. Em sentido contrário, os pequenos sistemas solares do Niassa registaram quedas entre 9% e 25%, refletindo a reduzida escala destas infraestruturas.</p>
<p class="text-paragraph">A produção solar atingiu até junho 45% da meta anual de 116.823 MWh fixada para 2026.</p>
<p class="text-paragraph">A matriz elétrica moçambicana continua amplamente dominada pela hidroeletricidade, responsável por 81,3% da produção nacional no primeiro semestre, com 6,55 milhões de MWh, seguindo-se a produção térmica, com 1,45 milhão de MWh e um peso de 18%.</p>
<p class="text-paragraph">O crescimento da produção solar surge num contexto de forte aposta governamental na diversificação das fontes de energia e no alargamento do acesso à eletricidade, sobretudo em zonas remotas.</p>
<p class="text-paragraph">A canadiana JCM Power anunciou no final de agosto que foi escolhida para desenvolver a central solar fotovoltaica de Manje, de 30 megawatts (MW), em Tete, que reforça a aposta de Moçambique na mobilização de investimento privado para expandir a produção de energia renovável.</p>
<p class="text-paragraph">A adjudicação foi anunciada pela própria empresa, que assinalou a iniciativa como a sua entrada oficial no mercado moçambicano, através do Programa de Promoção de Leilões de Energias Renováveis (Proler), o primeiro mecanismo competitivo de contratação de projetos solares fotovoltaicos implementado no país.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a JCM Power, a futura central, localizada na província de Tete, centro do país, deverá contribuir para o reforço da produção de energia limpa e apoiar os objetivos nacionais de expansão do acesso a eletricidade fiável, acessível e sustentável. A empresa adiantou ainda que pretende trabalhar em articulação com o Governo moçambicano, a Eletricidade de Moçambique (EDM) e outros parceiros locais para concretizar o empreendimento.</p>
<p class="text-paragraph">O projeto foi atribuído através do Proler, um programa apoiado pela Comissão Europeia e pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), criado para promover a participação do setor privado no desenvolvimento de infraestruturas renováveis e aumentar a capacidade de geração de energia no país, que prevê a instalação de cerca de 120 MW de capacidade renovável através de concursos competitivos.</p>
<p class="text-paragraph">A iniciativa remonta a 2022, quando as autoridades moçambicanas lançaram um processo de pré-qualificação destinado à seleção de investidores privados para o desenvolvimento das centrais solares de Manje, em Tete, e de Chimbunila, na província do Niassa, ambas com capacidade prevista de 30 MW. Os promotores escolhidos deveriam assegurar o financiamento, conceção, construção, operação e manutenção das infraestruturas.</p>
<p class="text-paragraph">Em junho, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia lançou um concurso para a instalação de uma central solar de 30 MW no distrito do Dondo, província de Sofala, assinalando a retoma do programa Proler e reforçando a estratégia de recurso a concursos competitivos para a atração de investidores privados.</p>
<p class="text-paragraph">Paralelamente, encontra-se em fase de consulta pública o projeto da Central Solar de Nhamatanda, na província de Sofala, um investimento estimado em 69 milhões de dólares (59,5 milhões de euros), promovido pela EDM em parceria com a empresa privada VBC. Com capacidade prevista de 45 MW, a infraestrutura deverá ocupar cerca de 160 hectares e contribuir para o reforço da Rede Elétrica Nacional.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Universidade de Coimbra junta Europa e China em Fórum sobre o futuro da robótica agrícola</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/universidade-de-coimbra-junta-europa-e-china-em-forum-sobre-o-futuro-da-robotica-agricola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 16:02:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[fórum]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[robótica agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[Após a primeira edição em Wuxi (China), em 2025, o Fórum realiza-se pela primeira vez em território europeu, com a Universidade de Coimbra a assumir um papel central no diálogo entre a investigação de ponta e o desenvolvimento tecnológico da agricultura.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade de Coimbra (UC) acolhe, na próxima sexta-feira, dia 25, a segunda edição do Europe-China Agricultural Robotics Forum (ECARF 2026), que vai reunir cerca de uma centena de especialistas, investigadores, empresas tecnológicas, produtores agrícolas e decisores públicos da Europa e da China para discutir as soluções tecnológicas que podem transformar a agricultura nas próximas décadas, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, após a primeira edição em Wuxi (China), em 2025, o Fórum realiza-se pela primeira vez em território europeu, com a Universidade de Coimbra a assumir um papel central no diálogo entre a investigação de ponta e o desenvolvimento tecnológico da agricultura.</p>
<p>Sob o tema “Bridging Innovation and Adoption of Agricultural Robotics”, o ECARF 2026 – coorganizado pela UC e pelo instituto chinês NICECART (NICE Center for Agricultural Robotics and Technology) – vai focar-se nas mais recentes inovações em robótica agrícola e inteligência artificial, abordando tópicos como os sistemas autónomos, a perceção inteligente, a navegação robótica e a transferência tecnológica.</p>
<p>Num contexto em que a escassez de mão de obra representa um dos maiores desafios da agricultura mundial, o fórum pretende discutir como a automação e a robótica podem contribuir para aumentar a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade das explorações agrícolas. E vai contar com a participação de empresas e produtores que já utilizam estas tecnologias, para partilharem experiências concretas e casos de sucesso, num exercício de aproximação entre a inovação e as necessidades reais do setor.</p>
<p>O <a href="https://www.ecar-forum.com/program" target="_blank" rel="noopener">programa</a>, com a participação de especialistas de prestigiadas instituições de ensino superior internacionais e de empresas e organizações de referência no sector agrícola, tem também uma forte componente prática, entre as 15h00 e as 15h40, com uma demonstração de robôs agrícolas no átrio entre os Departamentos de Física e Química da UC (Polo I), para apresentar ao vivo algumas das tecnologias que estão a transformar a agricultura.</p>
<p>Está ainda prevista, pelas 17h00, a assinatura de três acordos de cooperação – dois entre a UC e o NICECART (visando a criação de um programa global de formação de talento e o desenvolvimento de um projeto internacional de investigação em &#8220;Probabilistic Perception for Agricultural Robotics&#8221;) e outro entre a empresa britânica Antobot e a espanhola New Growing System (envolvendo a comercialização de soluções de robótica agrícola).</p>
<p>A sessão de encerramento, pelas 17h15, vai contar com intervenções do Reitor da UC, Amílcar Falcão, e do Secretário de Estado da Agricultura, João Moura.</p>
<p>O Europe-China Agricultural Robotics Forum 2026 decorre entre as 9h00 e as 18h30, com sessões no Auditório da Faculdade de Direito da UC (até às 15h00) e no Colégio da Trindade (a partir das 15h40). Mais informações sobre o programa e os oradores do evento – que vai decorrer em língua inglesa – estão disponíveis em <a href="http://www.ecar-forum.com" target="_blank" rel="noopener">www.ecar-forum.com</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petição pelo fim do apagão noturno em Viana do Castelo reúne mais de mil assinaturas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/peticao-pelo-fim-do-apagao-noturno-em-viana-do-castelo-reune-mais-de-mil-assinaturas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 15:14:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Apagão]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Petição]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comunicado enviado às redações, o responsável pela iniciativa, Ricardo Luís, refere que “as assinaturas foram enviadas por email ao presidente da Câmara Municipal, estando também prevista a sua entrega presencial em mão”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A petição “Pelo fim do apagão noturno em Viana do Castelo”, promovida pelo movimento “Viana não pode ficar às escuras”, atingiu mais de mil assinaturas e foi formalmente entregue ao Município de Viana do Castelo, foi hoje divulgado.</p>
<p class="text-paragraph">Em comunicado enviado às redações, o responsável pela iniciativa, Ricardo Luís, refere que “as assinaturas foram enviadas por email ao presidente da Câmara Municipal, estando também prevista a sua entrega presencial em mão”.</p>
<p class="text-paragraph">Ricardo Luís explica que a petição “marca uma nova etapa da iniciativa lançada para contestar a interrupção da iluminação pública durante o período noturno, nomeadamente entre as 03:00 e as 05:00”.</p>
<p class="text-paragraph">A medida faz parte do Plano Municipal de Eficiência Energética em vigor desde 2022 e abrange todas as freguesias do concelho.</p>
<p class="text-paragraph">Na documentação remetida ao município, o peticionário e responsável pela iniciativa solicita uma audiência com o presidente da câmara, “para apresentar formalmente a petição, expor as preocupações manifestadas pelos subscritores e conhecer a posição do Município sobre a medida”.</p>
<p class="text-paragraph">O pedido “inclui ainda a possibilidade de participação na reunião de responsáveis municipais com competências nas áreas da iluminação pública e gestão energética, para permitir um esclarecimento mais detalhado sobre a medida atualmente em vigor”.</p>
<p class="text-paragraph">Contactada pela agência Lusa, fonte camarária confirmou a entrega da petição, na quarta-feira, e revelou que “vai ser marcada uma reunião entre o presidente da câmara e o principal peticionário”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o autor da petição, “a ausência de iluminação pública durante a madrugada aumenta a perceção e o risco de insegurança, dificulta a circulação de trabalhadores noturnos e serviços essenciais, compromete a segurança rodoviária e pedonal e afeta negativamente o bem-estar das populações”.</p>
<p class="text-paragraph">“Reconhecendo a importância da eficiência energética e da redução de custos, consideramos que devem ser avaliadas alternativas que não coloquem em causa a segurança pública. Nomeadamente, sugerimos a reavaliação de investimentos em iluminações não essenciais, como iluminação festiva excessiva (ex.: época natalícia ou eventos), canalizando esses recursos para garantir um serviço básico contínuo como a iluminação pública”, lê-se no texto da petição.</p>
<p class="text-paragraph">Para Ricardo Luís, “mais do que um número, as mais de mil assinaturas representam pessoas que decidiram manifestar a sua preocupação sobre esta questão”.</p>
<p class="text-paragraph">O responsável pela iniciativa acrescenta que “o objetivo é promover um diálogo construtivo com o Município, procurando obter esclarecimentos sobre a atual política de iluminação pública e sobre os critérios que sustentam a interrupção durante o período noturno”.</p>
<p class="text-paragraph">A iniciativa “Viana não pode ficar às escuras” “pretende continuar a acompanhar o processo e dar conhecimento público dos desenvolvimentos que ocorram na sequência da entrega da petição”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>62% dos consumidores de suplementos nutricionais já utilizam produtos associados a estilos de vida saudáveis</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/62-dos-consumidores-de-suplementos-nutricionais-ja-utilizam-produtos-associados-a-estilos-de-vida-saudaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 15:02:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[consumidores]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[suplementos nutricionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo global da Tetra Pak e da Ipsos identifica uma mudança nas prioridades dos consumidores de suplementos nutricionais alimentares, abrindo novas oportunidades para os fabricantes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O bem-estar físico e a conveniência tornaram-se os principais motores de inovação no mercado dos suplementos nutricionais alimentares. Segundo dados da <a href="https://www.tetrapak.com/pt-pt/" target="_blank" rel="noopener">Tetra Pak</a>, líder em soluções de processo e embalagens para bebidas e alimentos, 62% dos consumidores de Food Supplements &amp; Nutrition (FSN) utilizam produtos associados à nutrição para estilos de vida saudáveis, face a 49% que utilizam produtos de nutrição focados na prática desportiva. Este dado reflete uma mudança nas prioridades dos consumidores, que procuram cada vez mais produtos capazes de se integrar na sua rotina diária e responder a necessidades de saúde que vão além do desempenho físico.</p>
<p>Segundo o relatório, nas diferentes categorias de FSN predominam padrões de consumo frequente: considerando os formatos em pó e <em>ready-to-drink</em> (RTD), entre 60% e 74% dos utilizadores consomem estes produtos diariamente ou pelo menos duas a três vezes por semana. Para além disso, a maioria das pessoas prefere integrá-los na sua rotina diária em casa. Esta evolução demonstra que a categoria está a evoluir para um conceito mais amplo de bem-estar.</p>
<p>Adicionalmente, 59% dos consumidores preocupados com a saúde demonstram interesse no formato de bebida <em>ready-to-drink</em> (RTD) para suplementos nutricionais, o que inclui produtos como batidos proteicos ou bebidas enriquecidas, entre outros. Esta tendência reflete uma mudança nos hábitos de consumo, uma vez que a procura por soluções práticas e personalizadas está a impulsionar a procura por produtos funcionais, mais além do âmbito desportivo.</p>
<p>José Luis Velilla, Diretor de Marketing da Tetra Pak Iberia, afirma: “A nutrição funcional está a tornar-se uma categoria muito mais transversal, centrada em estilos de vida saudáveis. Estudantes, profissionais, famílias ou pessoas mais velhas procuram soluções nutricionais que as ajudem a manter os níveis de energia, complementar a alimentação ou apoiar objetivos específicos de saúde.”</p>
<p><strong>O auge dos formatos prontos a beber</strong></p>
<p>A expansão desta categoria está estreitamente ligada ao crescimento dos formatos <em>ready-to-drink</em> (RTD). A conveniência tornou-se um dos principais fatores de compra para os consumidores, que procuram soluções fáceis de integrar em estilos de vida cada vez mais dinâmicos.</p>
<p>Os produtos prontos a consumir oferecem vantagens como a facilidade de utilização, uma dosagem precisa, portabilidade e uma experiência sensorial consistente, aspetos especialmente valorizados face a formatos tradicionais como os suplementos em pó.</p>
<p><strong>Uma oportunidade para diversificar e gerar valor</strong></p>
<p>As bebidas com suplementos nutricionais podem alcançar um aumento de até 650% no preço por litro em comparação com as bebidas convencionais. Neste sentido, a transformação das exigências dos consumidores e a sua disponibilidade para pagar mais por este tipo de produtos abre um amplo leque de oportunidades para os fabricantes.</p>
<p>Para dar resposta a estas novas exigências, as marcas estão a apostar em novos formatos e desenvolvimentos capazes de combinar funcionalidade, estabilidade do produto e conveniência de consumo, acelerando a inovação numa categoria que aponta para se tornar um dos principais motores de crescimento do setor alimentar nos próximos anos.</p>
<p>Para os fabricantes, isto implica acelerar os processos de inovação e reduzir o tempo necessário para colocar novos produtos no mercado. Desde a identificação de tendências à formulação, aos testes-piloto, ao processamento ou à industrialização, cada fase é essencial para transformar uma necessidade do consumidor numa proposta comercial de sucesso.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Moçambique cria coligação para mobilizar quase mil ME para energia até 2030</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/mocambique-cria-coligacao-para-mobilizar-quase-mil-me-para-energia-ate-2030/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:33:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
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					<description><![CDATA[O anúncio foi feito na quarta-feira durante uma mesa-redonda de alto nível subordinada ao tema “Financiamento da Próxima Fase: Redução de Riscos no Mercado de Eletrificação Fora da Rede em Moçambique”, segundo um comunicado divulgado hoje pela Presidência da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, anunciou a criação de uma coligação para financiar a eletrificação fora da rede e mobilizar 966,5 milhões de euros em investimentos necessários para assegurar o acesso universal à energia no país até 2030.</p>
<p class="text-paragraph">O anúncio foi feito na quarta-feira durante uma mesa-redonda de alto nível subordinada ao tema “Financiamento da Próxima Fase: Redução de Riscos no Mercado de Eletrificação Fora da Rede em Moçambique”, segundo um comunicado divulgado hoje pela Presidência da República.</p>
<p class="text-paragraph">Nesse evento, Daniel Chapo anunciou a intenção do Governo de criar uma coligação estratégica de financiamento da eletrificação fora da rede, destinada a mobilizar recursos, reduzir riscos e transformar uma carteira de projetos em investimentos financiáveis, com o objetivo de acelerar o acesso universal à energia até 2030.</p>
<p class="text-paragraph">O encontro reuniu representantes de instituições financeiras de desenvolvimento, fundos climáticos, parceiros de cooperação, fundações e investidores privados.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com a Presidência da República, a criação da coligação surge num contexto em que o Governo prevê cerca de 2,5 milhões de ligações fora da rede para atingir a meta de acesso universal à energia até ao final da década.</p>
<p class="text-paragraph">“Para o efeito, o Presidente moçambicano indicou ser necessário mobilizar cerca de 1,1 mil milhões de dólares [966,5 milhões de euros] em investimento”, refere-se no comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">Daniel Chapo destacou que o país já mobilizou 47 milhões de euros do Fundo Verde para o Clima e 20 milhões de euros da União Europeia para apoiar mini-redes e usos produtivos de energia, recursos complementados pelo apoio do Banco Mundial, através do programa Mais Energia, e por iniciativas financiadas pela Cooperação Alemã, através do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW).</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o chefe de Estado, a nova coligação deverá reunir, sob liderança nacional, o Governo e os seus parceiros em torno dos objetivos de mobilizar recursos, reduzir riscos e transformar projetos de eletrificação fora da rede em oportunidades concretas de investimento.</p>
<p class="text-paragraph">O primeiro resultado da iniciativa será a elaboração de um roteiro nacional de financiamento, que deverá identificar a carteira prioritária de projetos, as lacunas de financiamento existentes, os principais riscos, os instrumentos necessários e as responsabilidades de cada interveniente.</p>
<p class="text-paragraph">Para tornar a coligação operacional, Daniel Chapo defendeu que as instituições interessadas confirmem a sua participação, identificando os riscos, instrumentos financeiros ou fases de mercado em que poderão contribuir. O Presidente apelou igualmente à preparação de propostas concretas de financiamento antes da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em novembro de 2027.</p>
<p class="text-paragraph">Daniel Chapo sublinhou que a estratégia de expansão da eletrificação combina a extensão da rede nacional com soluções fora da rede, que atualmente já representam cerca de 12% do acesso à eletricidade no país. Acrescentou que a prioridade continua a ser levar energia às comunidades rurais, onde vive a maioria da população moçambicana.</p>
<p class="text-paragraph">Destacou também o papel das soluções descentralizadas na resposta a fenómenos climáticos extremos, como cheias, inundações e ciclones. Segundo explicou, sistemas isolados concebidos com mecanismos de resiliência podem garantir o fornecimento de energia em comunidades afetadas por falhas na rede nacional.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, defendeu que o acesso à energia deve estar associado ao desenvolvimento económico e social das comunidades, através da sua utilização em atividades produtivas, incluindo sistemas de irrigação e conservação de alimentos.</p>
<p class="text-paragraph">Chapo acrescentou que o objetivo passa também por criar um mercado de eletrificação fora da rede que seja “financiável, previsível e capaz de crescer à escala nacional”, beneficiando famílias e empresas, com especial impacto para jovens e mulheres.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>E-Redes começou a ser julgada por abate ilegal de sobreiros em Arouca</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/e-redes-comecou-a-ser-julgada-por-abate-ilegal-de-sobreiros-em-arouca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:19:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[abate]]></category>
		<category><![CDATA[E-Redes]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[sobreiros]]></category>
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					<description><![CDATA[Para além da empresa do grupo EDP, que opera a rede de distribuição de eletricidade em Portugal continental, em regime de concessão, o processo tem como arguidos a empresa a quem foi adjudicado o corte das árvores e o seu legal representante.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A empresa E-Redes começou hoje a ser julgada, no Tribunal de Arouca, no distrito de Aveiro, num processo relacionado com o abate ilegal de sobreiros, uma espécie protegida em Portugal.</p>
<p class="text-paragraph">Para além da empresa do grupo EDP, que opera a rede de distribuição de eletricidade em Portugal continental, em regime de concessão, o processo tem como arguidos a empresa a quem foi adjudicado o corte das árvores e o seu legal representante.</p>
<p class="text-paragraph">Os arguidos estão acusados de um crime de danos contra a natureza, cuja moldura penal é inferior a cinco anos de prisão.</p>
<p class="text-paragraph">O representante legal da E-Redes optou por não prestar declarações na primeira sessão do julgamento.</p>
<p class="text-paragraph">Já o responsável da empresa adjudicada para proceder ao corte dos sobreiros aceitou falar.</p>
<p class="text-paragraph">O arguido admitiu que procedeu ao abate das árvores, mas disse que seriam cerca de 30 a 40 e que se limitou a cumprir ordens da E-Redes.</p>
<p class="text-paragraph">O empresário esclareceu ainda que as árvores estavam a colocar em perigo a rede pública de distribuição de energia elétrica.</p>
<p class="text-paragraph">Em causa está o abate ilegal de mais de meia centena de sobreiros, entre outras árvores, num terreno particular situado na Quinta das Regadas, em Arouca, em janeiro de 2023.</p>
<p class="text-paragraph">A acusação refere que a E-Redes terá mandado cortar 63 sobreiros, que se encontravam por baixo de uma rede de transporte e distribuição de energia elétrica, apesar de só ter autorização do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para o corte de oito sobreiros adultos.</p>
<p class="text-paragraph">O Ministério Público (MP) abriu um inquérito contra a E-Redes, a empresa a quem foi adjudicado o corte das árvores e o seu legal representante, mas mandou arquivar o caso, alegando ter-se recolhido “prova bastante da não verificação do crime de danos contra a natureza”.</p>
<p class="text-paragraph">No entanto, a dona do terreno requereu a abertura de instrução, que terminou com o despacho de pronúncia dos arguidos pela prática em coautoria de um crime de dano contra a natureza.</p>
<p class="text-paragraph">Inconformada com a decisão, a E-Redes recorreu para o Tribunal da Relação do Porto que confirmou a decisão do Juízo de Instrução Criminal de Santa Maria da Feira.</p>
<p class="text-paragraph">O despacho de pronúncia refere que os arguidos abateram, além de outras espécies de árvores, os 63 sobreiros existentes no terreno em causa sem a necessária autorização legal emitida pelo ICNF para o efeito, pelo menos para 55 deles, não obstante disso estarem cientes e que tal conduta era proibida e punida por lei e quiseram fazê-lo.</p>
<p class="text-paragraph">O documento refere ainda a falta de colaboração da empresa que ao longo do processo dificultou a investigação, quer não respondendo às informações que lhe foram solicitadas, quer invocando “desculpas” sucessivas para a não apresentação das autorizações, assim conseguindo evitar a sua oportuna constituição como arguida.</p>
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Jovens de Setúbal recebem até 5 mil euros para agir pelo clima</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/jovens-de-setubal-recebem-ate-5-mil-euros-para-agir-pelo-clima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A autarquia foi selecionada, através do Gabinete de Juventude, para integrar o Youth Climate Action Fund, programa financiado pela Bloomberg Philanthropies que apoia projetos de ação climática concebidos e liderados por jovens dos 15 aos 24 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ideias de jovens para responder aos desafios climáticos de Setúbal vão receber financiamento até cinco mil euros por projeto, ao abrigo de uma iniciativa internacional aprovada pela Câmara Municipal, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, a autarquia foi selecionada, através do Gabinete de Juventude, para integrar o Youth Climate Action Fund, programa financiado pela Bloomberg Philanthropies que apoia projetos de ação climática concebidos e liderados por jovens dos 15 aos 24 anos.</p>
<p>A iniciativa disponibiliza a Setúbal 50 mil dólares, cerca de 43,4 mil euros, para financiar até oito projetos, com apoios individuais entre mil e cinco mil euros.</p>
<p>As propostas devem traduzir-se em intervenções concretas e exequíveis, com impacte ambiental, social ou educativo no concelho, sendo valorizadas soluções inovadoras, o envolvimento da comunidade, a criação de parcerias e o potencial de replicação.</p>
<p>As candidaturas podem ser apresentadas por associações juvenis e outras associações sem fins lucrativos, estabelecimentos de ensino e entidades com atividade nas áreas da juventude, ambiente, educação, inovação ou desenvolvimento comunitário.</p>
<p>Na seleção serão considerados, entre outros critérios, a relevância e o enquadramento no Plano Municipal de Ação Climática, o impacte na comunidade, a inovação e criatividade, a viabilidade técnica e financeira e a participação efetiva dos jovens na conceção e execução dos projetos.</p>
<p>A Câmara Municipal vai realizar uma sessão pública de apresentação da Open Call, seguindo-se a receção e análise das candidaturas. O Gabinete de Juventude fica responsável pelo acompanhamento e monitorização dos projetos apoiados e pela avaliação dos resultados da iniciativa.</p>
<p>O Youth Climate Action Fund mobiliza municípios para dar aos jovens recursos para desenvolver e concretizar soluções alinhadas com as prioridades climáticas locais. Em 2026, o programa abrange 300 cidades em todo o mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Zero Waste Lab e Porta 11 associam-se para trazer Repair Cafés ao MAAT em 2026</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/zero-waste-lab-e-porta-11-associam-se-para-trazer-repair-cafes-ao-maat-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 13:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Porta 11]]></category>
		<category><![CDATA[Repair Cafés]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Waste Lab]]></category>
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					<description><![CDATA[Zero Waste Lab e ADM Estrela juntam-se para promover a reparação e reutilização de equipamentos elétricos e eletrónicos em Lisboa. A primeira sessão realiza-se a 26 de setembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Jardim do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia vai receber três sessões de reparação até ao final de 2026, numa iniciativa promovida pela Zero Waste Lab e pela ADM Estrela, através do projeto Porta 11. A primeira realiza-se a 26 de setembro, seguindo-se outras duas a 7 de novembro e 12 de dezembro, sempre entre as 10h e as 13h, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, as sessões, com entrada livre, destinam-se tanto a quem tenha equipamentos para reparar como a quem queira aprender mais sobre reparação e reutilização. A iniciativa surge no âmbito de uma nova parceria entre as duas entidades e pretende contribuir para aumentar a oferta de reparação em Lisboa, formar novos reparadores e dar maior visibilidade ao trabalho desenvolvido pelo Porta 11.</p>
<p>Criado em 2021, o Porta 11 desenvolve trabalho nas áreas da inclusão social, capacitação de jovens e sustentabilidade ambiental, através da reparação, reutilização e circulação de equipamentos elétricos e eletrónicos. O projeto combina formação prática em informática e eletrónica com mentoria de competências pessoais e profissionais, estágios e iniciativas dirigidas à comunidade.</p>
<p>É neste contexto que surgem os Repair Cafés, enquanto espaços de aprendizagem e partilha de conhecimentos em torno da reparação. Para Sara Morais Pinto, da Direção da Zero Waste Lab, “a reparação é um dos gestos mais simples e mais poderosos para reduzir resíduos”.</p>
<p>“Associar-nos ao Porta 11 permite-nos levar essa mensagem à comunidade, ao mesmo tempo que apoiamos um projeto com um impacto social muito concreto”, acrescenta.</p>
<p>Também Rita Saraiva, coordenadora da ADM Estrela em Lisboa e responsável pelo Porta 11, considera que a parceria pode reforçar o trabalho desenvolvido pelo projeto, ao permitir “reforçar a dimensão ambiental e comunitária” e ampliar o seu impacto. A responsável destaca ainda o potencial da colaboração para aproximar o Porta 11 de novos parceiros e fortalecer as redes de recolha e reutilização.</p>
<p>Além da reparação dos equipamentos, a iniciativa procura promover a aquisição de competências técnicas e pessoais por parte dos jovens envolvidos no Porta 11 e sensibilizar a comunidade para formas de consumo que privilegiem a reparação e a reutilização em vez da substituição dos equipamentos.</p>
<p>A participação nas sessões é gratuita, mas requer <a href="https://us.list-manage.com/7OvXJ6x_Fk5?e=6bcceb49c0&amp;c2id=d794696521139d6189fad33391a5ba89" target="_blank" rel="noopener">inscrição</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Greenvolt inicia a construção de um dos maiores projetos de armazenamento de energia em baterias na Europa</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/greenvolt-inicia-a-construcao-de-um-dos-maiores-projetos-de-armazenamento-de-energia-em-baterias-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 11:15:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[baterias]]></category>
		<category><![CDATA[Greenvolt]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O projeto de Siedlce, com 600 MW / 2,4 GWh, será a maior instalação de armazenamento de energia em baterias da Polónia e uma das maiores da Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Greenvolt, através da Greenvolt Power, a sua área de negócio de energias renováveis utility scale, iniciou a construção do sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de Siedlce, na Polónia, com uma capacidade de 600 MW / 2,4 GWh. O projeto será a maior instalação BESS do país e um dos maiores da Europa, estando o início da operação comercial previsto para o final de 2027, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, Siedlce integra a carteira de projetos de armazenamento de energia em baterias da Greenvolt que conta atualmente com 4,6 GW, incluindo cerca de 2,4 GW na Polónia. O armazenamento de energia em baterias está a assumir uma importância cada vez maior na estratégia de crescimento da Greenvolt, abrangendo tanto projetos de grande escala como soluções behind-the-meter para clientes comerciais e industriais em vários mercados europeus, através da Greenvolt Next.</p>
<p>“Com Siedlce, estamos mais uma vez a passar dos planos à concretização. O mais importante é construir ativos, criar valor real e reforçar as infraestruturas necessárias para integrar mais energia renovável no sistema. A Polónia é um mercado estratégico para nós e o armazenamento de energia em baterias está a assumir uma importância cada vez maior no nosso crescimento”, afirmou João Manso Neto, CEO do Grupo Greenvolt.</p>
<p>Com 600 MW de potência e 2,4 GWh de capacidade de armazenamento, Siedlce proporcionará uma maior flexibilidade ao sistema elétrico polaco, armazenando eletricidade durante períodos de elevada produção de energia renovável e disponibilizando-a quando a procura aumenta. Este sistema contribuirá para a integração da produção eólica e solar e ajudará a equilibrar a oferta e a procura de eletricidade.</p>
<p>Siedlce dá continuidade ao crescente histórico da Greenvolt Power no desenvolvimento de projetos de armazenamento de energia em baterias na Polónia. Turośń Kościelna, com 200 MW / 800 MWh, entrou em operação em julho de 2026, enquanto Ełk, também com 200 MW / 800 MWh, deverá entrar em operação comercial no quarto trimestre deste ano. Quando os três projetos estiverem operacionais, disponibilizarão, em conjunto, 1 GW de potência e 4 GWh de capacidade de armazenamento.</p>
<p>“Estamos agora a avançar com Siedlce para a fase de construção, com os acordos de fornecimento das baterias e de ligação à rede já estabelecidos. A experiência que adquirimos com Turośń Kościelna e Ełk proporciona-nos uma base sólida para concretizar um projeto desta dimensão, e a nossa prioridade é manter este ritmo e colocar Siedlce em operação até ao final de 2027”, afirmou Weronika Nowak, CEO da Greenvolt Power.</p>
<p>A BYD Energy Storage irá fornecer a tecnologia de baterias. O projeto contempla 210 contentores de baterias e 105 contentores de transformadores equipados com sistemas de conversão de energia, permitindo o fluxo de eletricidade entre as baterias e a rede.</p>
<p>A Greenvolt Power está a trabalhar com a empresa de engenharia e construção P&amp;Q e com a empresa de energias renováveis e empreiteiro ONDE no desenvolvimento das infraestruturas elétricas do projeto.</p>
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		<item>
		<title>Previsões climáticas mais precisas não chegam para proteger os agricultores mais pobres de África</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/previsoes-climaticas-mais-precisas-nao-chegam-para-proteger-os-agricultores-mais-pobres-de-africa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 11:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultores]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[previsões climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Informação meteorológica precisa precisa de ser acompanhada por apoio financeiro e medidas que permitam aos pequenos produtores agir antes da seca.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Melhores previsões meteorológicas, por si só, podem não ser suficientes para proteger os agricultores mais pobres dos efeitos das alterações climáticas. É a conclusão de um <a href="https://www.nature.com/articles/s41893-026-01938-0" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> internacional liderado pela Universidade de Sydney e pelo Imperial College London, que analisou os impactos da variabilidade climática sobre comunidades de pastores em sete países da África Austral.</p>
<p>Publicado na revista <em>Nature Sustainability</em>, o estudo mostra que a informação climática é mais eficaz quando é acompanhada por medidas de redução do risco, como fornecimento de alimentação suplementar para o gado, seguros contra a seca, apoio financeiro direcionado ou melhores condições de acesso aos mercados. Estas medidas permitem que os produtores que enfrentam o risco de perder os seus animais tomem decisões antes de a seca se instalar.</p>
<p>Segundo os investigadores, a próxima ocorrência de El Niño poderá agravar as desigualdades nas regiões de pastoreio da África Austral. “Se as previsões se confirmarem e assistirmos ao desenvolvimento de um El Niño próximo de valores recorde, esperamos que isso agrave as desigualdades nas regiões de pastoreio da África Austral”, afirma Matt Clark, investigador da Universidade de Sydney e primeiro autor do estudo.</p>
<p>“O problema não é os agricultores mais pobres não terem informação climática. O problema é que, muitas vezes, não conseguem pagar para agir com base nela. Os produtores mais ricos podem reduzir o tamanho dos seus rebanhos antes de uma seca e reconstruí-los quando as condições melhoram. Muitos pequenos pastores simplesmente não têm essa margem financeira.”</p>
<p><strong>A diferença entre ter informação e conseguir agir</strong></p>
<p>Milhões de pastores dependem de bovinos, ovinos e caprinos nas vastas regiões de pastoreio que atravessam países como Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbabué. Para estas famílias, o gado representa muito mais do que uma fonte de rendimento: é uma forma de poupança, uma garantia de segurança alimentar e parte da identidade cultural, muitas vezes transmitida entre gerações.</p>
<p>À medida que as alterações climáticas aumentam a variabilidade entre épocas favoráveis e períodos de seca severa, as decisões tornam-se mais difíceis. Os proprietários de maiores rebanhos conseguem, em muitos casos, vender animais antes da seca, preservar parte das suas poupanças e reconstruir os efetivos quando as condições melhoram. Os pastores mais pobres têm menos opções e podem ser obrigados a manter os animais em territórios cada vez mais degradados, arriscando perdas que podem prolongar ou agravar situações de pobreza.</p>
<p>“Não é que as pessoas com quem trabalhamos não estejam a pensar em adaptar-se às alterações climáticas”, explica Gina Arena, responsável científica da iniciativa Herding for Health, da Conservation International. “É que, com uma maior incerteza climática, aumenta também o risco. Precisamos de ajudar as pessoas a identificar as melhores decisões e a reduzir o risco associado à sua implementação. Investigação como esta ajuda-nos a fazê-lo.”</p>
<p>Os investigadores combinaram modelos detalhados com trabalho desenvolvido no terreno por organizações não governamentais e concluíram que as previsões climáticas podem tornar-se significativamente mais úteis quando existem mecanismos que permitem às famílias responder antecipadamente à seca.</p>
<p>“A conclusão encorajadora é que isto não implica inventar uma nova tecnologia. Trata-se de aplicar o conhecimento existente de novas formas”, afirma Matt Clark. “As previsões meteorológicas estão a tornar-se cada vez mais precisas. A oportunidade agora é garantir que essas previsões são acompanhadas por apoio prático, para que as pessoas que mais precisam delas possam realmente beneficiar.”</p>
<p><strong>Modelar milhares de decisões</strong></p>
<p>Para testar diferentes estratégias de adaptação, a equipa desenvolveu um modelo que representa comunidades de pastores em sete países da África Austral. O modelo combinou projeções de precipitação provenientes de modelos climáticos europeus com dados sobre gado, vegetação e riqueza das comunidades.</p>
<p>Na primeira simulação, correspondente a um cenário de continuidade das tendências atuais, o aumento da variabilidade da precipitação levou à redução da riqueza das famílias, ao aumento das perdas de gado, à degradação das pastagens e ao agravamento das desigualdades.</p>
<p>Uma segunda simulação avaliou diferentes estratégias de adaptação. O acesso a previsões climáticas, por si só, produziu benefícios limitados, uma vez que muitas famílias não tinham capacidade financeira para responder à informação. Por outro lado, as medidas de redução do risco aplicadas isoladamente podiam criar outros impactos ambientais.</p>
<p>A terceira simulação analisou a possibilidade de as estratégias de adaptação se propagarem entre comunidades vizinhas. Com base em programas de conservação como o Herding for Health, da Conservation International, os resultados mostraram que, quando o apoio prático é combinado com informação climática, as comunidades podem aprender umas com as outras e a adoção das medidas pode reforçar-se progressivamente.</p>
<p>“É fácil pensar que a modelação matemática é algo abstrato, mas, neste caso, está a fazer algo muito prático”, explica Cosima Fröhner, antiga bolseira Mary Lister McCammon no Imperial College London. “Simulamos as decisões de milhares de agricultores individuais sob diferentes condições climáticas e intervenções de adaptação. À medida que o modelo atinge um estado estável, os padrões mais amplos e os compromissos entre as diferentes intervenções emergem dessas decisões individuais.”</p>
<p>Para Matt Clark, a abordagem poderá ser aplicada para além da África Austral, incluindo em regiões da Austrália sujeitas a uma maior variabilidade da precipitação.</p>
<p>“A metodologia que desenvolvemos para os pastores da África Austral poderia igualmente ser aplicada na Austrália e noutras regiões que enfrentam uma precipitação cada vez mais variável. À medida que os extremos climáticos se tornam mais frequentes, a adaptação tem de passar tanto por ajudar as pessoas a agir como por melhorar as próprias previsões.”</p>
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