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	<title>Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
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	<title>Green Savers</title>
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	<item>
		<title>O aquecimento global pode aumentar o risco de cancro nas mulheres</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/o-aquecimento-global-pode-aumentar-o-risco-de-cancro-nas-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 15:55:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[cancro]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo sobre países do Médio Oriente associa temperaturas mais elevadas a um risco acrescido de cancro da mama, dos ovários, do útero e do colo do útero.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um<a href="https://www.frontiersin.org/journals/public-health/articles/10.3389/fpubh.2025.1529706/abstract" target="_blank" rel="noopener"> estudo</a> sobre países do Médio Oriente associa temperaturas mais elevadas a um risco acrescido de cancro da mama, dos ovários, do útero e do colo do útero.</p>
<p>Os cientistas que investigam o impacto das alterações climáticas na saúde das mulheres descobriram que o aumento do calor está associado a um aumento das taxas de cancro da mama, dos ovários, do útero e do colo do útero. Os investigadores analisaram 17 países do Médio Oriente e do Norte de África, onde se prevê que as temperaturas aumentem 4 graus Celsius até 2050, e descobriram que estes quatro tipos de cancro se tornaram mais comuns e com maior probabilidade de serem fatais com cada grau de aumento da temperatura.</p>
<p>O aumento não pode ser explicado pela melhoria do diagnóstico ou das taxas de sobrevivência. Os investigadores apelam à integração urgente da capacidade de resistência às alterações climáticas nos planos de saúde pública.</p>
<p>Os cientistas descobriram que o aquecimento global no Médio Oriente e no Norte de África está a tornar o cancro da mama, dos ovários, do útero e do colo do útero mais comum e mais mortal. O aumento das taxas é pequeno, mas estatisticamente significativo, o que sugere um aumento notável do risco de cancro e das mortes ao longo do tempo.</p>
<p>“À medida que as temperaturas aumentam, a mortalidade por cancro entre as mulheres também aumenta, em especial no que se refere aos cancros do ovário e da mama”, afirma Wafa Abuelkheir Mataria, da Universidade Americana do Cairo, primeira autora do artigo na revista Frontiers in Public Health. &#8220;Embora os aumentos por grau de aumento da temperatura sejam modestos, o seu impacto cumulativo na saúde pública é substancial&#8221;, acrescenta.</p>
<p><strong>Um ambiente pouco saudável</strong></p>
<p>As alterações climáticas não são saudáveis. O aumento das temperaturas, o comprometimento da segurança alimentar e da água e a má qualidade do ar aumentam a incidência de doenças e mortes em todo o mundo. As catástrofes naturais e a pressão de condições meteorológicas imprevistas também perturbam as infraestruturas, incluindo os sistemas de saúde.</p>
<p>No que diz respeito ao cancro, isso pode significar que as pessoas estão mais expostas a fatores de risco como as toxinas ambientais e têm menos probabilidades de receber um diagnóstico e tratamento rápidos. Esta combinação de fatores pode levar a um aumento significativo da incidência de cancros graves, mas é difícil quantificar esse aumento.</p>
<p>Para investigar os efeitos das alterações climáticas no risco de cancro das mulheres, os investigadores selecionaram uma amostra de 17 países do Médio Oriente e do Norte de África: Argélia, Barém, Egito, Irão, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria, Tunísia, Emirados Árabes Unidos e Palestina. Estes países são muito vulneráveis às alterações climáticas e já estão a assistir a aumentos de temperatura impressionantes.</p>
<p>Os investigadores recolheram dados sobre a prevalência e a mortalidade do cancro da mama, do cancro do ovário, do cancro do colo do útero e do cancro uterino e compararam esta informação com a evolução das temperaturas entre 1998 e 2019.</p>
<p>“As mulheres são fisiologicamente mais vulneráveis aos riscos para a saúde relacionados com o clima, especialmente durante a gravidez”, afirma o coautor, Sungsoo Chun, da Universidade Americana do Cairo. &#8220;Este facto é agravado pelas desigualdades que limitam o acesso aos cuidados de saúde. As mulheres marginalizadas enfrentam um risco multiplicado porque estão mais expostas aos perigos ambientais e têm menos acesso a serviços de rastreio e tratamento precoce&#8221;, adianta.</p>
<p><strong>Os números</strong></p>
<p>A prevalência dos diferentes tipos de cancro aumentou entre 173 e 280 casos por 100 000 pessoas por cada grau Celsius adicional: os casos de cancro do ovário foram os que mais aumentaram e os de cancro da mama os que menos aumentaram. A mortalidade aumentou de 171 a 332 mortes por 100 000 pessoas por cada grau de aumento da temperatura, com o maior aumento no cancro do ovário e o menor no cancro do colo do útero.</p>
<p>Quando os investigadores dividiram os dados por país, descobriram que a prevalência e as mortes por cancro aumentaram em apenas seis países &#8211; Qatar, Bahrein, Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Síria. Isto pode dever-se a temperaturas particularmente extremas no verão nestes países ou a outros fatores que o modelo não conseguiu captar. O aumento não foi uniforme entre os países: por exemplo, a prevalência do cancro da mama aumentou 560 casos por 100.000 pessoas por cada grau Celsius no Qatar, mas apenas 330 no Bahrein.</p>
<p>Embora isto mostre que o aumento da temperatura ambiente é um fator de risco provável para estes cancros, também sugere que a temperatura tem um efeito diferente em diferentes países, pelo que é provável que existam outros fatores que modifiquem o risco. Por exemplo, o aumento do calor pode estar associado a níveis mais elevados de poluição atmosférica cancerígena em alguns locais.</p>
<p>“O aumento da temperatura atua provavelmente através de múltiplas vias”, aponta Chun. &#8220;Aumenta a exposição a agentes cancerígenos conhecidos, perturba a prestação de cuidados de saúde e pode mesmo influenciar os processos biológicos a nível celular. Em conjunto, estes mecanismos podem aumentar o risco de cancro ao longo do tempo&#8221;, revela.</p>
<p><strong>Fatores de risco</strong></p>
<p>Uma prevalência mais elevada pode também refletir melhorias no rastreio do cancro. No entanto, seria de esperar que um melhor rastreio resultasse em menos mortes, uma vez que o cancro em fase inicial é mais fácil de tratar. Mas tanto as taxas de mortalidade como a prevalência aumentaram, o que sugere que o fator determinante é a exposição a fatores de risco.</p>
<p>“Este estudo não pode estabelecer uma causalidade direta”, adverte Mataria. &#8220;Embora tenhamos controlado o PIB per capita, outros fatores não medidos podem contribuir. No entanto, as associações consistentes observadas em vários países e tipos de cancro constituem uma base convincente para uma investigação mais aprofundada.&#8221;</p>
<p>Esta investigação também sublinha a importância de considerar os riscos relacionados com o clima no planeamento da saúde pública.</p>
<p>“O reforço dos programas de rastreio do cancro, a criação de sistemas de saúde resistentes ao clima e a redução da exposição a agentes cancerígenos ambientais são passos fundamentais”, afirma Chun. “Sem abordar estas vulnerabilidades subjacentes, o fardo do cancro associado às alterações climáticas continuará a aumentar&#8221;, conclui.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estudo conclui que passar 20 minutos na floresta reduz o stress</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/estudo-conclui-que-passar-20-minutos-na-floresta-reduz-o-stress/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[stress]]></category>
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					<description><![CDATA[Passar 20 minutos na floresta pode ser suficiente para conseguir uma redução mensurável do stress e, assim, contribuir para o "bem-estar psicológico", segundo um estudo realizado pela Universidade Médica de Viena.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Passar 20 minutos na floresta pode ser suficiente para conseguir uma redução mensurável do stress e, assim, contribuir para o &#8220;bem-estar psicológico&#8221;, segundo um estudo realizado pela Universidade Médica de Viena.</p>
<p class="text-paragraph">Os resultados da investigação &#8220;mostram claramente que mesmo uma breve estadia na floresta melhora o humor&#8221;, destacou a especialista em medicina ambiental Daniela Haluza, num comunicado divulgado na quarta-feira.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo, publicado na revista Forests, separou 66 adultos em dois grupos. Enquanto o primeiro grupo passou 20 minutos na Floresta de Viena, o outro grupo estava num ambiente urbano sem vegetação.</p>
<p class="text-paragraph">Antes e depois da estadia, os investigadores recolheram amostras de saliva dos participantes para medir os níveis de cortisol, um indicador de stress.</p>
<p class="text-paragraph">Os dados mostraram que os níveis de cortisol diminuíram de cerca de 4 para 2 nanogramas por mililitro nos indivíduos que se encontravam na floresta.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, as emoções positivas diminuíram 25% nos participantes que permaneceram num ambiente urbano, em comparação com 12% no outro grupo, &#8220;indicando um alívio percetível das emoções negativas&#8221; naqueles que estavam rodeados de árvores.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O nosso estudo nos Bosques de Viena confirma que as paisagens florestais próximas da natureza podem contribuir significativamente para a redução do stress e para o bem-estar psicológico&#8221;, salientou Haluza.</p>
<p class="text-paragraph">A equipa de investigação enfatizou a necessidade de todos terem acesso a espaços recreativos, &#8220;uma vez que nem todos podem fazer excursões frequentes às montanhas ou pagar férias caras, mas uma curta caminhada na floresta é viável para muitos&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Não é assim tão indiferente: O seu gato pode mesmo reconhecê-lo pelo seu cheiro</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/nao-e-assim-tao-indiferente-o-seu-gato-pode-mesmo-reconhece-lo-pelo-seu-cheiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 10:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[gatos]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os gatos domésticos reagem de forma diferente ao odor do seu dono do que ao de um humano desconhecido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os gatos passam mais tempo a cheirar o odor de um estranho do que o do seu dono, o que sugere que podem identificar humanos familiares apenas com base no cheiro, de acordo com um <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0324016" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> publicado  na revista de acesso livre PLOS One por Yutaro Miyairi e colegas da Universidade de Agricultura de Tóquio, Japão.</p>
<p>Os gatos usam o olfato para identificar outros gatos e comunicar uns com os outros, mas ainda não foi estudado se também podem usar o olfato para distinguir entre diferentes humanos. Os investigadores tentaram perceber se os gatos são capazes de distinguir entre humanos familiares e não familiares com base apenas no cheiro. Testaram trinta gatos domésticos, apresentando-lhes tubos de plástico contendo cotonetes que tinham sido esfregados na axila, atrás da orelha e entre os dedos dos pés do seu dono ou de um humano que nunca tinham conhecido.</p>
<p>Os gatos passaram significativamente mais tempo a cheirar odores desconhecidos do que os do seu dono ou de um tubo vazio. Os investigadores também descobriram que, inicialmente, os gatos eram mais propensos a cheirar odores desconhecidos com a narina direita, mas depois mudavam para a narina esquerda à medida que se familiarizavam com o cheiro.</p>
<p>Os donos dos gatos participantes foram também convidados a preencher um questionário em linha para avaliar a personalidade do gato e a sua relação com o dono. Os gatos machos com personalidades neuróticas tinham tendência para cheirar cada tubo repetidamente, enquanto os machos com personalidades mais agradáveis cheiravam os tubos com mais calma. No entanto, não se verificou qualquer efeito da personalidade no comportamento das gatas durante a experiência.</p>
<p>Os resultados sugerem que os gatos domésticos conseguem distinguir entre humanos familiares e não familiares com base no seu odor, mas ainda não é claro se conseguem identificar humanos específicos com base apenas no cheiro. A descoberta de que os gatos preferem investigar novos odores com a narina direita sugere que podem favorecer diferentes hemisférios do cérebro para diferentes tarefas &#8211; um fenómeno que já foi demonstrado anteriormente noutros animais, incluindo cães, peixes e aves.</p>
<p>Os autores acrescentam: &#8220;Sugerimos que os gatos utilizam o seu olfato para reconhecer os seres humanos. Além disso, registamos um comportamento caraterístico de fricção (marcação) que ocorre depois de cheirar, indicando que cheirar pode ser um comportamento exploratório que precede a fricção do odor (marcação) nos gatos. Esta relação merece uma investigação mais aprofundada, juntamente com a teoria sobre se os gatos são capazes de reconhecer uma pessoa específica a partir de sinais olfativos.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Trump quer facilitar prática da caça nos parques nacionais e áreas naturais</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/trump-quer-facilitar-pratica-da-caca-nos-parques-nacionais-e-areas-naturais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 10:21:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[caça]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[trump]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário do Departamento do Interior, Doug Burgum, emitiu uma ordem em janeiro destinada a v+arrias agências para que removessem o que classificou como “barreiras reguladoras e administrativas desnecessárias” à caça e pesca e justificassem as que queriam manter em vigor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="txt">
<p>O governo de Donald Trump está a pressionar os gestores de parques nacionais, áreas naturais e refúgios para reduzirem as restrições à caça, o que coloca questões sobre o impacto na vida selvagem e segurança dos visitantes.</p>
<p class="text-paragraph">O secretário do Departamento do Interior, Doug Burgum, emitiu uma ordem em janeiro destinada a v+arrias agências para que removessem o que classificou como “barreiras reguladoras e administrativas desnecessárias” à caça e pesca e justificassem as que queriam manter em vigor.</p>
<p class="text-paragraph">A ordem aplica-se a 55 locais nos 48 Estados contíguos, sob a jurisdição do Serviço dos Parques Naturais, e é divulgada quando a caça é uma atividade em declínio.</p>
<p class="text-paragraph">Com efeito, apenas 4,2% da população com mais de 16 anos em 2024 se identifica como caçadora, o que deixa as agências estaduais com pouca receita proveniente da venda de licenças e taxas sobre armas e munições.</p>
<p class="text-paragraph">Dan Wenk, um antigo dirigente do Parque Nacional de Yellowstone, disse que os gestores dos parques estabeleceram as suas regulações m contacto com os envolvidos, pelo que muitas das restrições têm sido aceites. Considerou também que não faz sentido o governo de Trump querer mudá-las sem uma discussão pública substancial.</p>
<p class="text-paragraph">Em entrevista telefónica à AP, disse mesmo: “Isto nunca foi questão. Gostaria de saber qual é o problema que se está a tentar resolver. E gostaria d compreender os custos que a mudança vai implicar para os recursos e a segurança do visitante”.</p>
<p class="text-paragraph">A porta-voz do Departamento do Interior, Elizabeth Peace, assegurou em correio eletrónico que a ordem era uma “abordagem de senso comum à gestão das terras públicas”, prometendo que quaisquer limites necessários à segurança pública, proteção de recursos ou cumprimento da lei continuarão a existir.</p>
<p class="text-paragraph">
</div>
<div class="metadata">
<div>
<div class="row">
<div class="col-sm-3 col-xs-12"></div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Programa Sustentável 2030 abre 3 novos concursos no valor de 130 ME</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/programa-sustentavel-2030-abre-3-novos-concursos-no-valor-de-130-me/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 10:19:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Sustentável 2030]]></category>
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					<description><![CDATA[Num comunicado hoje divulgado, os ministérios da Economia e da Coesão Territotial e do Ambiente e Energia precisam que a promoção do acesso seguro e a gestão sustentável da água inclui uma gestão integrada e maior resiliência hídrica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Programa Sustentável 2030 abriu três novos concursos, no valor de 130 milhões de euros, para as áreas da economia circular e para promover o acesso seguro e a gestão sustentável da água, foi hoje anunciado.</p>
<p class="text-paragraph">Num comunicado hoje divulgado, os ministérios da Economia e da Coesão Territotial e do Ambiente e Energia precisam que a promoção do acesso seguro e a gestão sustentável da água inclui uma gestão integrada e maior resiliência hídrica.</p>
<p class="text-paragraph">Dois dos três concursos, um de 30 milhões de euros e outro de 40 milhões de euros, visam garantir a acessibilidade física, maior segurança e resiliência das infraestruturas, promovendo uma gestão mais sustentável da água e ambos contemplam uma taxa de cofinanciamento de 85% e destinam-se a municípios e suas associações, ao setor empresarial do Estado e ao setor empresarial local, nas NUT II do Continente, refere o comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">Os ministérios explicam que o &#8220;primeiro destes concursos destina 40 milhões de euros para intervenções ao nível da recolha e tratamento das águas residuais e visa apoiar a melhoria da qualidade do serviço prestado, bem como contribuir para a qualidade das águas interiores e costeiras&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A primeira fase de candidaturas para este primeiro concurso decorre até 21 de setembro de 2026, à qual se segue uma segunda fase que arranca em 21 de setembro de 2026 e encerra em 20 de janeiro de 2027.</p>
<p class="text-paragraph">O segundo programa diz respeito à captação, adução e tratamento de água para consumo público, prevendo 30 milhões de euros em apoios para intervenções no ciclo urbano da água.</p>
<p class="text-paragraph">O período de candidaturas na primeira fase decorre até 20 de outubro de 2026, iniciando-se uma segunda fase em 20 de outubro de 2026, que se prolongará até 22 de fevereiro de 2027.</p>
<p class="text-paragraph">Em relação ao terceiro concurso, que reserva 60 milhões de euros do Fundo de Coesão para infraestruturas de valorização de resíduos urbanos, os dois ministérios afirmam que visa uma gestão mais eficiente e sustentável que permita reduzir a deposição em aterro, aumentar a reciclagem e a circularidade dos recursos.</p>
<p class="text-paragraph">Os beneficiários deste incentivo financeiro, que é de 85% do total do investimento, podem ser &#8220;as entidades gestoras de resíduos urbanos com competência para realizar os investimentos em alta nas regiões do Norte, Algarve, Centro, Área Metropolitana de Lisboa e Alentejo&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A primeira fase do aviso termina em 20 de agosto de 2026, seguindo-se uma segunda fase com abertura prevista para 20 de agosto de 2026 e encerramento em 22 de março de 2027.</p>
<p class="text-paragraph">Citado no comunicado, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, sublinha que “apesar do muito que já foi feito, ainda há muitas necessidades a satisfazer no que respeita ao abastecimento de água e tratamento de resíduos”.</p>
<p class="text-paragraph">Também citado comunicado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirma: “Estamos a implementar a Estratégia Água que Une e a recuperar o tempo perdido na gestão de resíduos para entrarmos na rota para o cumprimento das metas”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tecnologias de Informação: Solução ou problema para os desafios climáticos?</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/tecnologias-de-informacao-solucao-ou-problema-para-os-desafios-climaticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Filipa Rego]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 07:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação & Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologias]]></category>
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					<description><![CDATA[A mudança para uma economia de baixo carbono depende de inovações tecnológicas, mas é preciso uma abordagem equilibrada para a sua integração nas práticas de sustentabilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com o com o Relatório de Desempenho de Sustentabilidade Ambiental 2021/2022 da Capgemini, as tecnologias de informação (TI) são responsáveis por cerca de 3% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2) – mais do que Espanha, Itália, França e Portugal juntos. Segundo um estudo da Boston Consulting Group, ‘Putting Sustainability at the Top of the Telco Agenda’, de 2021, a indústria poderá vir a ser responsável por até 14% das emissões mundiais de CO2 até 2040 “se não incluirmos os prin- cípios que sustentam a sustentabilidade ambiental em todo o ciclo de vida das TI, desde a sua génese, ao seu uso e monitorização”, sublinha Cristina Castanheira Rodrigues, Administradora-Delegada da Capgemini Portugal, à Green Savers.</p>
<p>A responsável explica que, depois de 2020, o consumo energético “disparou devido ao trabalho remoto, fazendo com que o setor das TI passasse a ser responsável por entre 3% a 4% das emissões globais de CO2, o que significa cerca do dobro do nível do setor da aviação,” e que a adoção de TI sustentáveis “é fulcral para a sociedade alcançar os seus objetivos ambientais e económicos de médio/longo prazo”.</p>
<p>Sofla Vaz Pires, Diretora Executiva de Marketing &amp; Operações da Microsoft Portugal, partilha as mesmas preocupações e diz à Green Savers que os últimos dados de gases com efeito de estufa e consumo de combustíveis fósseis “têm sido consistente- mente alarmantes e, se não tomarmos medidas urgentes, iremos enfrentar consequências ainda mais graves”, enquanto fonte oficial da Google considera que estamos num “ponto crítico de in- flexão em relação ao abastecimento de energia”.</p>
<p>E porquê? Porque os consumidores “continuam a enfrentar preços eleva- dos”, a rede europeia “está sob pressão” e, “apesar de termos visto um acréscimo nas fontes de energia verde, muitas tecnologias sustentáveis ainda não estão disponíveis em escala”, sublinha a multinacional tecnológica.</p>
<p>Além disso, acrescenta, “temos ou- vido falar muito sobre a pegada de carbono do setor tecnológico e a energia necessária para operar data centers”. No entanto, continua, muitas destas estimativas “não são precisas”. Por exemplo, explica, de acordo com a AIE, os dados do streaming de vídeo “estão sobrestimados até 90 vezes”. Em França, onde cerca de 90% da eletricidade vem de fontes livres de carbono, as emissões de uma hora de streaming num PC HD e recorrendo ao wi-fi “estão estima- das em cerca de 2gCO2e – metade da quantidade para fazer ferver uma chaleira”. A Google alerta que informações “imprecisas sobre o impacto ambiental das tecnologias digitais dificultam o dimensionamento de tecnologias que são essenciais para enfrentar as mudanças climáticas”.</p>
<p>Já Rui Paulo Rocha, docente da cadeira ‘Internet das Coisas e Robótica para a Sustentabilidade’ na Universidade de Coimbra, considera que, em- bora a Internet of Things (IoT) e a Robótica contribuam para estas emissões, “o maior contributo será certamente proveniente de outros equipamentos eletrónicos de uso geral cuja utilização se tem massificado a nível mundial nas últimas décadas, nomeadamente computadores pessoais, telemóveis e tablets, que consomem energia elétrica e contribuem indiretamente para as emissões de CO2, porque parte da energia elétrica que consomem ainda tem origem nos combustíveis fósseis”.</p>
<p>“Aquela massificação”, acrescenta o professor, “tem implicado a montante a instalação de infraestruturas de redes de computadores (pontos de acesso, roteadores, servidores) e grandes centros de armazenamento e processamento de dados (cloud service providers) que constituem a Internet atual e cujo im- pacto é certamente uma fatia dominante no resultado a que se refere o relatório [Relatório de Desempenho de Sustentabilidade Ambiental 2021/2022 da Capgemini] devido ao seu fator de escala e inerente elevado consumo energético”.</p>
<p>Para Portugal ainda não há dados concretos deste setor, mas Cristina Castanheira Rodrigues acredita que “estará muito alinhado com a tendência mundial”. Segundo a responsável, “há uma grande tendência de transformação digital, com a migração para a Cloud, por exemplo”, embora “ainda não nos níveis internacionais”. E, por isso, reforça, “muitas destas mudanças, embora impulsionadas pelo setor empresarial, precisam de forma crítica e urgente de regulamentação que nos conduza para caminhos mais ‘verdes’ e ambiental- mente corretos”.</p>
<p><strong>COVID-19 FOI DETERMINANTE PARA SUBIDA DA PEGADA DE CARBONO DO SETOR TECNOLÓGICO</strong></p>
<p>A verdade é que esta pegada está atual- mente a crescer e, para a Administradora-Delegada da Capgemini Portugal, um dos fatores determinantes é, “sem dúvida, o aumento do trabalho remoto”. Mas há mais. Com a Covid-19, explica, muitas empresas foram forçadas a acelerar a sua transformação digital para continuar a operar e a responder às necessidades dos seus clientes. “Isso aumentou a procura por serviços e soluções de TI, como computação na cloud, cibersegurança e software de colaboração para comunicarem com clientes e colabora- dores”, salienta. Segundo a responsável, o aumento da adoção de tecnologias emergentes (inteligência artificial, au- tomação, IoT e blockchain), do comércio eletrónico, da conectividade e o investi- mento em tecnologia também contribuíram para o crescimento da procura de serviços, soluções ou profissionais de TI. Segundo Niklas Sundberg, vice-presidente sénior e CIO do conglomerado sueco Assa Abloy, citado pela ‘Computerworld’, o lixo eletrónico “tornou-se no maior fluxo de resíduos do mundo, com 57 milhões de toneladas geradas todos os anos”, e acrescenta que “só os centros de dados estão ao nível da indústria aeronáutica em termos de emissão de carbono” e que o hardware informático requer minerais de terras raras que são finitos.</p>
<p>Para a Cristina Castanheira Rodrigues, à velocidade a que são lançados novos produtos, “tem de existir uma  preocupação maior com o descarte dos artigos, considerados obsoletos” e que, para minimizar o impacto do lixo eletrónico, “há várias medidas que estão a ser tomadas em todo o mundo”, incluindo a reciclagem, reutilização, responsabilidade dos fabricantes e leis e regulamentos. Mas afinal qual o impacto positivo das tecnologias em muitas questões ambientais? A Administradora-Delegada da Capgemini Portugal explica que as TI têm um impacto positivo em muitas questões ambientais, “podendo contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e para a redução dos impactes ambientais como um todo”. Segundo a responsável, algumas das áreas onde as tecnologias têm um impacto positivo incluem as energias renováveis (como painéis solares e turbinas eólicas) que “ajudam a reduzir a dependência de combustíveis fósseis, uma das principais fontes de emissões de gases com efeito de estufa”. No entanto, alerta, “é preciso ter cuidado porque também estas, quando não devidamente pensadas e aplicadas, podem ter impactes muito negativos nos ecossistemas”.</p>
<p>Além das renováveis, a responsável destaca as tecnologias de eficiência energética (como sensores inteligentes e sistemas de automação), que “ajudam a reduzir o consumo de energia, diminuindo os custos e as emissões de gases com efeito de estufa” e a gestão de resíduos. Para Cristina, as tecnologias de gestão de resíduos “ajudam a reduzir o desperdício e a poluição do meio ambiente”, embora reconheça que “também aqui é preciso atuar na fonte e não no resultado”, ou seja, “é necessário reduzir o número de resíduos criados e até mesmo antes: na reformulação das embalagens para que o seu descarte já seja mais facilitado e amigo do ambiente”.</p>
<p>A administradora-Delegada sublinha ainda a monitorização ambiental, já que estas tecnologias, como sensores de qualidade do ar e sistemas de alerta precoce para desastres naturais, “ajudam a proteger a saúde pública e a reduzir os danos ambientais”, e a agricultura sustentável, onde tecnologias, como a agricultura de precisão, “ajudam a reduzir o consumo de água e a minimizar o uso de produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente”. Mas, alerta uma vez mais, “não devemos apenas olhar para o fim desta cadeia”. Com chuvas cada vez menos frequentes resultando em cenários de seca extrema, para além do consumo racional, “é preciso atuar na sensibilização de pessoas que continuam a consumir sem qualquer consciência sobre a redução de caudais”. Por último, a responsável destaca a mobilidade sustentável, onde as tecnologias, como veículos elétricos e sistemas de transporte público, “ajudam a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades”.</p>
<p>A administradora-Delegada não tem dúvidas: a mudança para uma economia de baixo carbono “depende de inovações tecnológicas, como a inteligência artificial (IA), a Internet das Coisas (IoT) e automação de processos robóticos (RPA) que tem vindo a mudar drasticamente a forma como as empresas operam e como lançam novos produtos e serviços no mercado&#8221;.</p>
<p>No entanto, acautela os impactos da energia computacional e do hardware usado para desenvolver, treinar e executar algoritmos de IA “é inegável” e, a longo prazo, uma abordagem equilibra- da para a integração desta tecnologia nas práticas de sustentabilidade “tem de combinar o recurso de TI sustentáveis que suportem os períodos de maior consumo energético com o recurso de energias renováveis de forma a reduzir as emissões ao máximo para que o balanço final esteja alinhado com o propósito inicial: redução de consumos, aumento de eficiência e inclusão de práticas responsáveis”.</p>
<p><strong>MICROSOFT E GOOGLE DESTACAM VANTAGENS DA IA</strong></p>
<p>Sofla Vaz Pires, Diretora Executiva de Marketing &amp; Operações da Microsoft Portugal, acredita que a tecnologia “pode ajudar a otimizar processos, reduzir desperdícios e criar novas soluções para os desafios ambientais, sociais e económicos que enfrentamos”. Exemplo disso, explica, são os serviços de cloud e Inteligência Artificial da Micro- soft que estão a apoiar organizações na redução do consumo de energia, necessidades de manutenção e atualizações de hardware, bem como na conceção de produtos mais sustentáveis. A migração para a cloud pode também ter um impacto significativo na redução do consumo energético. “A nossa cloud Azure vive suportada por datacenters energeticamente mais eficientes do que os datacenters tradicionais. Tal significa que quando uma organização transita as suas operações para a cloud da Microsoft, passa a depender menos de servidores e infraestruturas on-pre- mises (locais), o que resulta numa diminuição do consumo de energia e dos custos associados à manutenção dessas infraestruturas”, afirma.</p>
<p>A responsável destaca também o impacto positivo que a tecnologia pode ter em termos ambientais quando bem aplicada, como por exemplo, na agricultura de precisão, incluindo sensores IoT, drones e análise de dados para otimizar a utilização de recursos, nomeadamente a aplicação exata de água e fertilizantes, reduzindo os resíduos e os impactos ambientais.</p>
<p>Por acreditar que tem um papel a desempenhar nesta área, a Microsoft definiu três áreas-chave para investir que “permitirão criar soluções de sustentabilidade necessárias para enfrentar a crise climática”: avançar com soluções de Inteligência Artificial para controlo, medição e prevenção no impacto climático; acelerar o desenvolvimento de mercados de sustentabilidade e criar ferramentas que ajudem a cumprir as metas.</p>
<p>Além desta iniciativa global, a Microsoft atribuiu mais de 600 milhões de dólares do Fundo de Inovação Climática a mais de 50 investimentos, incluindo soluções sustentáveis em sistemas energéticos, industriais e naturais e anunciou a expansão do AI for Good Lab para o Egipto e Quénia, com o objetivo de “criar uma equipa de cientistas que irá trabalhar para melhorar a resiliência climática no continente africano”, acrescenta a responsável.</p>
<p>Segundo Sofia Vaz Pires, a Microsoft irá também trabalhar com eletricidade da primeira central elétrica de fusão comercial do mundo, da Helion, empresa sediada nos EUA, pioneira numa forma de criar energia de fusão.</p>
<p>A Google também não tem dúvidas sobre o papel positivo das tecnologias no ambiente. De acordo com uma investigação apoiada pela empresa e realizada pela Implement Consulting, as soluções digitais desempenham um papel importante para se conseguir, pelo menos, 20-25% das reduções necessárias para se alcançar uma economia net-zero (zero emissões líquidas de carbono) &#8211; o equivalente ao total das emissões de França e da Alemanha combinadas. Fonte oficial da Google dá como exemplo a implementação da inteligência artificial, que “pode melhorar significativamente o tráfego rodoviário e a eficiência energética em edifícios, ao mesmo tempo que a análise de big data permite-nos otimizar as cadeias de abastecimento de negócios”.</p>
<p>A plataforma Environmental Insights Explorer ajuda as cidades a compreenderem o seu impacto climático e a desenvolverem planos climáticos. Vá- rias das suas funcionalidades usam IA, como tendências de transporte, produção de energia solar estimada, emissões pelos edifícios ou o Tree Canopy, que combina IA e imagens aéreas para detetar a cobertura das árvores e planear projetos para a cidade. Também estão a aproveitar a IA para ajudar as comunidades a enfrentarem eventos climáticos extremos, com modelos de previsão de inundações ou recursos para a deteção de incêndios florestais. Através das rotas ecológicas no Maps, estão também usar “o poder da IA para dar aos viajantes a opção de poderem escolher a rota mais eficiente em termos de combustível caso ainda não seja a mais rápida”.</p>
<p>Para a Google, o setor tecnológico “tem um papel importante a desempenhar na descarbonização através da redução da sua própria pegada ecológica” e “está também a facilitar a transição verde a outras indústrias, pesadas em emissões”. A inovação “é fundamental para acelerar a ação climática”, sentencia.</p>
<p><strong>IOT E ROBÓTICA: PILARES FUNDA- MENTAIS PARA O DESENVOLVIMEN- TO SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p>E pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável são quer a Internet of Things (IoT), Internet das Coisas em português, quer a Robótica, já que, segundo Rui Paulo Rocha, “permitem desenvolver soluções tecnologicamente inovadoras com potencial para racionalizarem a utilização de recursos naturais e energia nos diferentes setores de atividade da sociedade, contribuindo, portanto, para o desenvolvimento sustentável”.</p>
<p>O docente da “Internet das Coisas e Robótica para a Sustentabilidade” na Universidade de Coimbra explica que a IoT é, de resto, um dos “pilares funda- mentais” da 4ª revolução industrial em curso atualmente, conhecida por Indústria 4.0 (I4.0), cujo objetivo central é a digitalização da indústria. Esta revolução tecnológica e mudança de paradigma não seria possível sem a IoT”, assegura. Isto, porque este tipo de tecnologia “permite portanto alavancar o desenvolvimento sustentável da indústria na sua conceção mais clássica relacionada com a produção de matérias primas básicas e alimentos (e.g. agricultura, mineração, etc.) e com a transformação de matérias primas em produtos, aumentando a sua produtividade, a sua capacidade de produzir uma grande variedade de produtos complexos e altamente customizados de acordo com as preferências específicas de cada cliente (por oposição ao paradigma anterior de produção de grandes lotes de pequenas variedades de produtos estandardizados)”.</p>
<p>Segundo o professor, “para além dos ganhos óbvios a nível de desenvolvimento económico por via da inovação da indústria, existem ganhos importantes ao nível ecológico e social, por via do design de produtos e processos produtivos que minimizam a pegada ecológica (menos poluição, menor utilização de recursos naturais e energia, produtos mais recicláveis e promoção da economia circular) e melhoram as condições de trabalho dos trabalhadores da indústria”.</p>
<p>Numa conceção mais lata da indústria, a IoT “é uma ferramenta funda- mental de desenvolvimento sustentável também na indústria dos serviços, que é atualmente transversal a todos setores da sociedade, nomeadamente smart grids (gestão inteligente dos sistemas de energia elétrica), gestão de sistemas urbanos de abastecimento de água e de esgotos (otimização, deteção automática de avarias em tempo real, manutenção preditiva, etc.), gestão de sistemas de recolha e tratamento de lixo urbano, transportes inteligentes e sistemas de mobilidade inteligentes (e.g. integração de diferentes subsistemas de transporte, gestão de frotas, aumento da segurança, etc.), cuidados de saúde (e.g. monitorização de sinais vitais em tempo real, predição do aparecimento de doenças, predição e gestão e surtos epidémicos, etc.), comércio a retalho (automatização de armazenamento, inventário, pagamento contactless, marketing, etc.), domótica e smart homes, etc.”, acrescenta.</p>
<p>No que diz respeito ao potencial específico das tecnologias robóticas, Rui Paulo Rocha sublinha que, “dos 17 objetivos definidos pela ONU na sua agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, beneficiam diretamente da tecnologia robótica”.</p>
<p>Segundo o professor, na vertente económica do desenvolvimento sustentável, os robôs “permitem automatizar tarefas repetitivas, de baixo valor acrescentado, com uma precisão e rapidez de execução superior à dos operários humanos, contribuindo para aumentos de produtividade, qualidade e crescimento económico significativos da indústria”. Mas atualmente, acrescenta, os robôs industriais “já não são segregados dos operários humanos como aconteceu nas últimas décadas do século XX aquando da sua implementação em diversas indústrias, nomeadamente na automóvel”. “Pelo contrário”, continua, os robôs de hoje e do futuro “são e serão colaborativos, sendo projetados e programados para trabalharem em estreita colaboração e cooperação com operários humanos, coexistindo de forma segura e simbiótica no mesmo espaço de trabalho, na execução de tarefas industriais complexas (e.g. tarefas de montagem de produtos), capitalizando uma sinergia entre a inteligência e adaptabilidade            insuperável dos seres humanos e a elevada repetibilidade, rapidez e precisão proporcionada pelos robôs”.</p>
<p>Na vertente ecológica, os robôs “podem ajudar na monitorização autónoma (sem intervenção humana) ou semiautónoma de ecossistemas abrangendo áreas geográficas muito extensas (e.g. oceanos, rios, lagos, habitats selvagens, etc.), na gestão das florestas e na prevenção e combate a incêndios florestais, na conservação e requalificação de ecos- sistemas e da biodiversidade, e na agricultura sustentável”.</p>
<p>Já na vertente social, os robôs “podem substituir as pessoas em tarefas que sejam repetitivas ou que ponham em risco a sua saúde ou a sua vida, contribuindo assim para a sua melhor qualidade de vida e bem-estar”. São exemplos destas tarefas o patrulhamento de infraestruturas críticas e edifícios públicos, limpeza de edifícios e espaços públicos, recolha e separação de lixo urbano, monitorização das redes de esgotos em grandes cidades, reconhecimento e socorro em cenários de catástrofe no âmbito de missões de busca e salva- mento, deteção e desativação de minas terrestres em campos minados e a exploração espacial ou oceânica a grandes profundidades.</p>
<p><strong>POUCAS EMPRESAS TÊM ESTRATÉ- GIAS PARA TI SUSTENTÁVEIS</strong></p>
<p>Mas terão as empresas estratégias real- mente abrangentes para a sustentabilidade das TIṢ Metade das organizações inquiridas pela Capgemini afirmaram ter definido uma estratégia de sustentabilidade a nível empresarial, mas apenas 18% disseram ter estratégias desse tipo com objetivos e prazos bem definidos. Para Catarina, embora em toda a ca- deia de valor e em todos os setores haja “exemplos práticos de adoção”, “há uma lacuna significativa no conhecimento do contributo das TI na pegada de carbono de uma organização”.</p>
<p>Um dos grandes desafios, acrescenta, “reside no próprio cálculo da pegada de carbono por ausência das ferramentas certas para medição e pelo facto de ser um desafio multifacetado: desde o impacto na produção do hardware às interações digitais como o email, chama- das de vídeo, armazenamento e partilha de dados”. Outro, continua, é a “perceção errónea de que uma transformação para TI sustentáveis implica investimentos avultados tanto a nível operacional como monetário”.</p>
<p>As TI “são cada vez mais a espinha dorsal de uma organização e da mesma forma que uma cirurgia a um órgão vi- tal impõe receios num doente, a perceção do risco associado à reestruturação para sistemas de TI sustentáveis é enorme, mas é mais uma questão de perceção do que um risco real”, assegura. Para a responsável, os benefícios de uma transformação deste teor “ultrapassam em larga escala os riscos” e, conclui, que, com a adoção de TI sustentáveis, as empresas “estão a definir um caminho robusto para a redução de custos operacionais, melhorias na performance de parâmetros de ESG, satisfação dos clientes e imagem da marca perante investidores, para não falar nos benefícios fiscais que estão associados”.</p>
<p>Rui Paulo Rocha também acredita que “já começaram a fazê-lo, mas ainda estamos certamente num estádio muito preliminar da mudança de paradigma que a redução de emissões de carbono requer no que às TI diz respeito”. Nessa medida, acrescenta, “ainda vai demorar algum tempo até que a sociedade comece a percecionar os resultados positivos da implementação do novo paradigma em prol da sustentabilidade de TI”.</p>
<p>Já os representantes da Google e Microsoft destacam os números das empresas que representam. Cristina Castanheira Rodrigues afirma que, só em 2022, foram contratadas 1.443.981 toneladas métricas de remoção de carbono e foram assinados novos contra- tos de aquisição de energia (CAE) em todo o mundo que “permitiram aumentar o total de energia sem carbono para mais de 13,5 GW”. Medidas que, aliadas aos mais de 135 projetos em 16 países, “se traduzem numa redução acima dos 22% das emissões de carbono da em- presa”, remata.</p>
<p>Fonte oficial da Google diz que “enquanto a quantidade de computação feita em data centers aumentou cerca de 550% entre 2010 e 2018”, a quantidade de energia consumida por essas infra- estruturas “cresceu apenas 6%” e que, nas últimas duas décadas, a Google “tem estado na vanguarda desta transição, criando e escalando tecnologias inova- doras bem como investindo em infraestrutura Cloud que ajuda outras empresas a atingirem suas próprias metas de sustentabilidade”.</p>
<p><em>*Artigo publicado originalmente em junho de 2023, na revista física da Green Savers</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Presidente Governo dos Açores recebe prémio internacional por criação de áreas marinhas protegidas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/presidente-governo-dos-acores-recebe-premio-internacional-por-criacao-de-areas-marinhas-protegidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:05:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Açores]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[prémio]]></category>
		<category><![CDATA[presidente]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o presidente do Governo Regional, esta distinção reconhece o trabalho realizado na sustentabilidade e na proteção do oceano, com a criação de uma rede de áreas marinhas protegidas equivalente a 30% do mar dos Açores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph">O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, recebeu, nos Estados Unidos, o prémio internacional “Peter Benchley Ocean Awards”, que considera um motivo de orgulho para a região.</p>
<p class="text-paragraph">“Essa distinção, sobretudo, eleva os Açores e os açorianos e é nestes termos que a recebo com enorme orgulho. Estão de parabéns os Açores, porque nós tomamos políticas com dimensão legislativa, fundada na ciência, através dos nossos cientistas e dos nossos investigadores, e tomámos uma decisão política e legislativa aprovada no parlamento, o que lhe dá estabilidade”, afirmou o chefe do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), em declarações aos jornalistas.</p>
<p class="text-paragraph">José Manuel Bolieiro recebeu, no Monterey Bay Aquarium, em Cannery Row, na Califórnia, o prémio internacional “Peter Benchley Ocean Award”, na categoria “Excellence in National Leadership”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o presidente do Governo Regional, esta distinção reconhece o trabalho realizado na sustentabilidade e na proteção do oceano, com a criação de uma rede de áreas marinhas protegidas equivalente a 30% do mar dos Açores.</p>
<p class="text-paragraph">“A nossa dimensão marítima é que nos dá amplitude e cumprimos um objetivo que, aliás, é um objetivo de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, mas fizemo-lo a liderar pelo exemplo e não porque corremos atrás dos outros”, apontou.</p>
<p class="text-paragraph">José Manuel Bolieiro sublinhou que os Açores foram “líderes pelo exemplo globalmente” ao implementar “a maior área marinha protegida do Atlântico Norte”.</p>
<p class="text-paragraph">“O mar português é porventura o quinto maior mar da União Europeia, mas o mar português é 56% do mar dos Açores. Nós somos o maior mar de Portugal e acrescentamos valor ao mar português na União Europeia. Nós somos a maior dimensão atlântica da União Europeia. Estamos, por isso, a dar o exemplo, estamos à frente. Não estamos a correr, porque os outros já fizeram. Adiantamo-nos”, salientou.</p>
<p class="text-paragraph">O chefe do executivo açoriano destacou ainda que a criação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA) se baseou no conhecimento científico.</p>
<p class="text-paragraph">“Quero exaltar a nossa Universidade dos Açores, os nossos investigadores, no conhecimento da nossa coluna de água, do nosso mar profundo, do trabalho que tem sido realizado no mapeamento”, elogiou.</p>
<p class="text-paragraph">José Manuel Bolieiro lembrou também que o executivo procurou “consensos”, promovendo um diálogo com todos as partes interessadas, e garantiu que os pescadores não serão prejudicados.</p>
<p class="text-paragraph">“Claro que nestas coisas não há unanimidades, porque quem está mais do lado da economia extrativa pensa estar penalizado, mas não estará, porque estaremos aqui solidários no que diz respeito às demonstradas e vivenciadas perdas de rendimento. Podemos compensar, porque é de curto prazo, e também assegurar, desde logo, uma reestruturação do setor das pescas, mas dar amplitude à economia azul”, assegurou.</p>
<p class="text-paragraph">O presidente do Governo Regional admitiu que as “mudanças criam sempre reservas”, mas defendeu que o “reconhecimento internacional” mostra que os Açores estão no “bom alinhamento”.</p>
<p class="text-paragraph">“Penso que estou a servir bem, não apenas a geração deste presente que vivemos, mas sobretudo as novas gerações e a dimensão de um prestígio mais global da decisão política, da decisão económica, da decisão social, da solidariedade intergeracional que apresentamos nos Açores para o mundo”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">Criados por Wendy Benchley e David Helvarg, em homenagem ao escritor e ativista pela conservação dos oceanos Peter Benchley, estes prémios são conhecidos como os “Óscares do Oceano” e distinguem todos os anos personalidades e instituições que contribuem para a proteção e recuperação do meio marinho.</p>
<p class="text-paragraph">A categoria “Excellence in National Leadership” distingue representantes de Estados que se destacam por políticas de proteção e gestão sustentável do oceano, com impacto à escala nacional e internacional.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Setúbal investe 2,9 milhões de euros no abastecimento de água em Azeitão</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/setubal-investe-29-milhoes-de-euros-no-abastecimento-de-agua-em-azeitao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[abastecimento]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[setúbal]]></category>
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					<description><![CDATA["Trata-se de uma “obra estruturante de renovação e reforço do sistema adutor de abastecimento de água a cerca de 27.000 habitantes da região de Azeitão, que vai permitir uma redução nas perdas de água e uma melhoria da eficiência energética do sistema, através da separação dos caudais de adução e distribuição”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Setúbal assinou  o auto de consignação das obras de reforço do sistema de adução de água da conduta adutora Pinhal de Negreiros/Bassaqueira, em Azeitão, no valor global de 2,9 milhões de euros.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo uma nota do município sadino, a que a agência Lusa teve acesso, trata-se de uma “obra estruturante de renovação e reforço do sistema adutor de abastecimento de água a cerca de 27.000 habitantes da região de Azeitão, que vai permitir uma redução nas perdas de água e uma melhoria da eficiência energética do sistema, através da separação dos caudais de adução e distribuição”.</p>
<p class="text-paragraph">A Câmara de Setúbal salienta ainda que a empreitada, com um prazo de execução de seis meses, prevê a “instalação de uma nova conduta adutora numa extensão de 5.847 metros, que irá permitir duplicar a atual capacidade de transporte de água entre a Estação Elevatória de Água Potável (EEAP) de Pinhal de Negreiros, zona onde se localizam todas as captações de água da região de Azeitão, e o reservatório central de Azeitão, denominado de Bassaqueira”.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com a autarquia, está igualmente prevista a renovação de um troço da atual conduta adutora, numa extensão aproximada de 1.827 metros, que irá eliminar falhas e perdas de água no sistema adutor atual, bem como a renovação da rede de distribuição de água, também com o objetivo de reduzir perdas de água.</p>
<p class="text-paragraph">“A obra revolve lacunas atuais, derivadas do crescimento populacional da zona, e prepara o futuro para os próximos 50 anos no principal sistema adutor da região, abrindo o caminho para acolher os futuros investimentos de reforço na capacidade de extração, elevação e reserva de águas a realizar no sistema de Azeitão”, lê-se na nota do município.</p>
<p class="text-paragraph">
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abril deste ano foi o 6º mais quente desde 1931</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/abril-deste-ano-foi-o-6o-mais-quente-desde-1931/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 16:27:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[abril]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[quente]]></category>
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					<description><![CDATA[Em abril ocorreram duas ondas de calor: Destacaram-se na primeira as regiões do interior Norte e Centro, vale do Tejo e interior do Alentejo, enquanto em Miranda do Douro e Pinhão as condições de onda de calor prolongaram-se durante quase duas semanas consecutivas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="txt">
<p> O passado mês foi o sexto abril mais quente desde 1931, registando uma temperatura máxima de 22,59 graus Celsius (°C), cerca de 3,29°C acima da temperatura normal, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p class="text-paragraph">Em abril ocorreram duas ondas de calor: Destacaram-se na primeira as regiões do interior Norte e Centro, vale do Tejo e interior do Alentejo, enquanto em Miranda do Douro e Pinhão as condições de onda de calor prolongaram-se durante quase duas semanas consecutivas.</p>
<p class="text-paragraph">Os dados do IPMA indicam que o valor médio da temperatura média do ar em abril foi de 16,10°C, correspondendo a uma anomalia de mais 2,12°C face ao período de referência 1991-2020, tornando este o 6.º abril mais quente desde 1931.</p>
<p class="text-paragraph">A temperatura mínima teve um valor médio de 9,60°C, cerca de 0,95 °C acima da normal.</p>
<p class="text-paragraph">Quanto a precipitação, o mês passado foi o 10.º abril mais seco desde 1931 e o 4.º mais seco deste século, destaca o instituto.</p>
<p class="text-paragraph">O total de precipitação mensal acumulado foi de apenas 28,4 mm [litros de chuva por metro quadrado], equivalente a 38% do valor normal para o mês.</p>
<p class="text-paragraph">Em vários distritos, como Aveiro, Lisboa, Évora, Setúbal, Beja e Faro, a precipitação não ultrapassou um quarto do valor habitual para abril.</p>
<p class="text-paragraph">As condições quentes e secas contribuíram ainda para uma diminuição significativa da água no solo, com valores inferiores a 40% em todos os distritos do interior Norte e Centro e em grande parte da região Sul.</p>
<p class="text-paragraph">
</div>
<div class="metadata">
<div>
<div class="row">
<div class="col-sm-9 col-xs-12"></div>
</div>
<div class="row"></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lixo espacial cai mais rapidamente para a Terra durante picos de atividade solar</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/lixo-espacial-cai-mais-rapidamente-para-a-terra-durante-picos-de-atividade-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 16:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[lixo espacial]]></category>
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					<description><![CDATA[A investigação mostra, pela primeira vez, que a atividade solar pode prever a velocidade a que detritos em órbita perdem altitude. O fenómeno está ligado ao chamado ciclo solar, que dura cerca de 11 anos e alterna entre fases de maior e menor intensidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="86" data-end="303">O lixo espacial &#8211; fragmentos deixados por satélites e foguetões &#8211; regressa à Terra mais depressa quando o Sol está mais ativo, segundo um novo estudo internacional divulgado pela <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Frontiers</span></span>.</p>
<p data-start="305" data-end="586">A <a href="https://www.frontiersin.org/journals/astronomy-and-space-sciences/articles/10.3389/fspas.2026.1797886/full" target="_blank" rel="noopener">investigação</a> mostra, pela primeira vez, que a atividade solar pode prever a velocidade a que detritos em órbita perdem altitude. O fenómeno está ligado ao chamado <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">ciclo solar</span></span>, que dura cerca de 11 anos e alterna entre fases de maior e menor intensidade.</p>
<p data-start="588" data-end="908">Durante os períodos mais ativos, o aumento da radiação e das partículas emitidas pelo <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Sol</span></span> aquece e expande a termosfera terrestre, a camada superior da atmosfera. Esse processo aumenta a densidade do ar a grandes altitudes, criando mais resistência (“arrasto”) sobre objetos em órbita.</p>
<p data-start="910" data-end="1028">Como resultado, tanto lixo espacial como satélites desaceleram e começam a descer mais rapidamente em direção à Terra.</p>
<p data-start="1030" data-end="1257">Os investigadores, liderados por <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Ayisha M Ashruf</span></span>, analisaram durante 36 anos as trajetórias de 17 objetos em órbita baixa (entre 600 e 800 quilómetros de altitude), alguns lançados ainda na década de 1960.</p>
<p data-start="1259" data-end="1462">Os dados revelam que a queda se acelera de forma significativa quando a atividade solar atinge cerca de 67% do seu pico máximo, um limiar a partir do qual o efeito do arrasto atmosférico se intensifica.</p>
<p data-start="1464" data-end="1688">Segundo a equipa, esta descoberta poderá ajudar a melhorar o planeamento de missões espaciais, nomeadamente no cálculo de trajetórias e na prevenção de colisões em órbita, um risco crescente devido à acumulação de detritos.</p>
<p data-start="1690" data-end="1926">Atualmente, a órbita baixa da Terra, situada entre 400 e 2000 quilómetros de altitude, é amplamente utilizada por satélites de observação e redes como a <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Starlink</span></span>, mas está também cada vez mais congestionada.</p>
<p data-start="1928" data-end="2174" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Os cientistas sublinham que compreender melhor a influência da atividade solar é essencial para garantir operações espaciais mais seguras e sustentáveis, incluindo o tempo de vida dos satélites e o combustível necessário para manter a sua órbita.</p>
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