O BOIL Climate Festival (BOIL), festival anual de arte, cultura e ação climática, arranca no próximo dia 24 de setembro, no Parque de Serralves, no Porto. O evento foi co-financiado por uma campanha de financiamento colaborativo da Goparity – plataforma de finanças éticas –, que antecipou os custos de produção desta terceira edição, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, aberta a investimento em janeiro deste ano, a iniciativa angariou um total de 300 mil euros em apenas 25 horas, junto de 1.676 investidores, dos quais quase a totalidade foram investidores individuais, com um investimento médio de 182,35€ por pessoa. Estes números demonstram como impulsionar eventos que unem arte e ativismo climático pode ser acessível a qualquer pessoa, e não apenas a grandes investidores institucionais.
De 24 a 27 de setembro, o evento conta com 25 artistas e cientistas e uma programação dedicada a todas as idades, com uma forte componente dirigida à comunidade escolar, envolvendo 30 turmas e cerca de 750 alunos. Depois do sucesso da edição de 2025 – que recebeu 70 mil visitantes presenciais e alcançou uma audiência total de 6,5 milhões de pessoas –, o festival terá, ao longo dos quatro dias, várias exposições, workshops, conversas, um miniciclo de curtas climáticas e espaços imersivos de reflexão sobre as alterações climáticas.
Durante o fim de semana, nos dias 26 e 27 de setembro, a Goparity irá também marcar presença no evento, com uma instalação interativa junto à entrada do evento. Através de um ecrã, os visitantes são convidados a calcular a pegada carbónica associada à sua deslocação até ao evento, promovendo uma maior consciencialização sobre o impacto das emissões de CO2 geradas pelas atividades cotidianas. Quem participar irá ainda receber um voucher de investimento na plataforma de forma a equilibrar o CO2 emitido com a deslocação.
“O sucesso rápido desta campanha mostra que o financiamento coletivo pode ser o instrumento certo para viabilizar iniciativas que promovam a cultura e a consciência social e ambiental em Portugal: permite que as pessoas façam parte de um projeto desde o início, acompanhando a concretização do seu investimento e, neste caso, podendo ver e viver o resultado do seu contributo”, começa por explicar Nuno Brito Jorge, cofundador e CEO da Goparity.
“No atual cenário de urgência climática, esta capacidade de mobilizar comunidades em torno de ideias e causas torna o financiamento coletivo uma ferramenta cada vez mais relevante para construir uma economia mais participativa. É por isso que estaremos presentes nesta edição, associando a Goparity ao ativismo através da arte”, conclui.
Mariana Guimarães, porta-voz da edição deste ano do BOIL Climate Festival, acrescenta que “no BOIL acreditamos que a arte tem a capacidade de transformar conhecimento científico em experiências que aproximam e inspiram à ação climática. Sob o tema ‘Attending the Commons‘, esta edição convida-nos a olhar para o espaço que partilhamos, como uma responsabilidade coletiva, reunindo artistas, cientistas e comunidades para imaginar, em conjunto, um futuro mais sustentável”.
Para assegurar a produção da edição de 2026, a organização do BOIL recorreu à comunidade de investidores da Goparity para antecipar parte dos custos, enquanto os patrocínios e apoios públicos estavam a ser negociados. O festival é desenhado e produzido pela Because Impacts em colaboração com a Fundação Serralves.
O rápido cumprimento do objetivo de financiamento em apenas 25 horas demonstra como o financiamento alternativo pode ser uma solução real para apoiar iniciativas como o BOIL. O festival tem entrada gratuita e os interessados podem consultar todas as informações sobre o evento aqui.









