Um projeto que junta investigadores da Universidade Nova a associações locais para combater a pobreza energética em bairros vulneráveis de Lisboa, com recurso a tecnologias como inteligência artificial ética. Uma comunidade solar solidária que vai partilhar energia com os vizinhos em situação vulnerável, em Évora. E um quarteirão criativo em plena cidade do Porto para partilha de ferramentas e reparações, para combater o desperdício e o isolamento dos seniores e criar oportunidades para jovens em risco de exclusão. São estas algumas das iniciativas selecionadas pela edição de 2025-26 do EDP Energia Solidária, programa através do qual a Fundação EDP vai apoiar 13 novos projetos sociais e ambientais em Portugal, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, estas propostas abrangem comunidades urbanas e rurais, bairros vulneráveis e territórios de baixa densidade, chegando a concelhos geograficamente dispersos como Pampilhosa da Serra, Évora, Braga, Tavira, Lisboa, Amadora ou Oleiros. Entre os projetos apoiados encontram-se comunidades de energia renovável, oficinas de mobilidade inclusiva, programas de literacia energética e climática, projetos de agricultura urbana, reutilização de materiais e capacitação de jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A edição de 2025-26 marca uma nova etapa. O EDP Energia Solidária passa a ser bienal, “o que permite fazer um acompanhamento mais aprofundado dos projetos, desde a fase de candidatura até à sua implementação através de mentoria, formação e envolvimento de voluntários EDP. O objetivo é potenciar a sustentabilidade dos projetos, de forma a assegurar um impacto mais duradouro nas comunidades”, sublinha a nota.
“Num contexto de profundas transformações sociais, ambientais e energéticas, torna-se essencial investir em projetos capazes de gerar impacto positivo e estrutural nas comunidades. Esta nova edição do EDP Energia Solidária reflete uma ambição cada vez maior: não queremos apenas financiar projetos, mas também criar condições para que cresçam, ganhem escala e se tornem agentes de uma transição energética mais justa e inclusiva. Acreditamos que a energia pode – e deve – ser um fator de coesão social. Estes projetos contribuem para converter essa convicção em impacto real, desenhando soluções para as necessidades concretas das comunidades locais.”, afirma Vera Pinto Pereira, presidente da Fundação EDP.
Criado em 2004, o programa EDP Energia Solidária já apoiou mais de 430 projetos em todo o país, representando um investimento acumulado superior a 20 milhões de euros e impactando cerca de 1,5 milhões de pessoas. Desde 2023, o programa passou a assumir uma dimensão internacional, apoiando também projetos em Espanha e no Brasil no âmbito da promoção de uma transição energética justa.









