Fusão nuclear: super máquina Alemã bateu novo recorde de produção energética

Um grupo de cientistas na Alemanha deu mais um passo positivo na busca por uma fonte de energia limpa e ilimitada. Os cientistas conseguiram fazer com que o Wendelstein 7-X stellarator, um dispositivo que usa ímanes para conter nuvens de plasma (gases ionizados e extremamente quentes) e produzir energia, quebrasse um novo recorde energético. O Max Planck Institute for Plasma Physics ligou o Wendelstein 7-X pela primeira vez em 2015. A máquina funcionou durante um décimo de segundo e atingiu uma temperatura de um milhão de graus Kelvin. De lá para cá, os cientistas conseguiram atingir temperaturas de 40…

Green Savers

Um grupo de cientistas na Alemanha deu mais um passo positivo na busca por uma fonte de energia limpa e ilimitada. Os cientistas conseguiram fazer com que o Wendelstein 7-X stellarator, um dispositivo que usa ímanes para conter nuvens de plasma (gases ionizados e extremamente quentes) e produzir energia, quebrasse um novo recorde energético.

O Max Planck Institute for Plasma Physics ligou o Wendelstein 7-X pela primeira vez em 2015. A máquina funcionou durante um décimo de segundo e atingiu uma temperatura de um milhão de graus Kelvin. De lá para cá, os cientistas conseguiram atingir temperaturas de 40 milhões de graus e manter a fusão a funcionar durante 25 segundos. Pode parecer pouco, mas são valores muito promissores e que mostram que a evolução desta tecnologia está a progredir a bom ritmo.

O Wendelstein 7-X é, no fundo, um reator de fusão nuclear, o mesmo tipo de reação que alimenta o nosso Sol. Os reatores de fusão funcionam de forma diferente da fissão nuclear – a que existe atualmente, e que acarreta consigo vários problemas de segurança e de desperdício radioativo. Em vez de separar os átomos em elementos essenciais, a fusão funde átomos para libertar energia. Este processo requere tremendas quantidades de energia inicial para obrigar os átomos a se fundirem (dado que eles têm uma tendência natural a se repelirem), mas ao contrário da tradicional fissão nuclear a fusão é praticamente limpa e não tem os mesmos problemas de radioatividade. Isto torna-a numa solução promissora e apetecível para resolver os problemas energéticos da humanidade.

O mundo precisa de energia limpa. As fontes de energia renovável como o sol e o vento são uma ótima aposta, mas têm o problema de não serem fiáveis – nem sempre o sol brilha e nem sempre o vento é forte o suficiente para fazer rodar os aerogeradores. Os reatores de fusão nuclear acarretam consigo a promessa de virem a ser uma fonte ininterrupta de energia praticamente limpa.

Partilhe este artigo


Nova Edição

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.