Governo dos Açores cria grupo de trabalho para implementar LIFE Polinizacores

O grupo de trabalho, que será presidido por Fernando Pontes, chefe de divisão, funciona na dependência do secretário regional da Agricultura e Alimentação e reúne quadrimestralmente, ou a título extraordinário, sempre que convocado pelo coordenador.

Green Savers com Lusa

O Governo dos Açores criou um grupo de trabalho responsável pela articulação da execução das medidas a implementar no âmbito do projeto LIFE Polinizacores, de acordo com um despacho publicado hoje em Jornal Oficial.

O grupo de trabalho, que será presidido por Fernando Pontes, chefe de divisão, funciona na dependência do secretário regional da Agricultura e Alimentação e reúne quadrimestralmente, ou a título extraordinário, sempre que convocado pelo coordenador.

O grupo de trabalho deverá produzir relatórios anuais, sendo que o último relatório deverá conter o balanço do projeto.

De acordo com o preâmbulo do despacho, os polinizadores desempenham um “papel essencial na manutenção dos ecossistemas naturais e na produção agrícola, assegurando a reprodução de grande parte das plantas com flor e contribuindo diretamente para a segurança alimentar e para a biodiversidade”.

Entre estes organismos, destacam-se as abelhas, borboletas, moscas, besouros e alguns vertebrados, cuja atividade de polinização “sustenta cadeias ecológicas complexas e serviços ecossistémicos fundamentais”.

Nas últimas décadas, “tem-se verificado um declínio significativo das populações de polinizadores a nível global, associado a múltiplos fatores, como a perda e fragmentação de ‘habitats’, o uso intensivo de pesticidas, a introdução de espécies invasoras, as alterações climáticas e a propagação de doenças”.

Segundo o despacho, este fenómeno representa “uma ameaça crescente à biodiversidade, à resiliência dos ecossistemas e à sustentabilidade dos sistemas agrícolas”.

A implementação de um projeto LIFE Polinizacores pretende “reforçar o conhecimento científico, promover práticas de gestão sustentável do território e envolver a sociedade na conservação destes organismos”, segundo o despacho.

Através de ações de monitorização, educação ambiental e gestão de ‘habitats’ favoráveis à polinização, o programa “visa contribuir para a proteção da biodiversidade, a resiliência dos sistemas agroecológicos e o desenvolvimento sustentável da região”.

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