Governo escolhe Macário Correia para liderar empresa que vai gerir projetos da estratégia “Água que Une”

Luís Montenegro falava no final da reunião do Conselho de Ministros, que se realizou hoje na Ovibeja, em Beja.

Green Savers com Lusa

O Governo indicou que o antigo autarca e governante Macário Correia vai liderar a empresa Aqua SA que vai gerir e executar os projetos da estratégia “Água que Une”, anunciou o primeiro-ministro.

Luís Montenegro falava no final da reunião do Conselho de Ministros, que se realizou hoje na Ovibeja, em Beja.

A criação da empresa para gerir os projetos neste setor já tinha sido anunciada no início de outubro pela ministra do Ambiente e Energia.

Montenegro destacou “a confiança na capacidade executiva de realização e conhecimento” do antigo secretário de Estado do Ambiente, que foi também presidente das Câmaras de Tavira e de Faro, no Algarve.

“Basta conhecê-lo para saber que, a partir de hoje, os senhores ministros vão ter que se haver para responder rapidamente a todas as solicitações e todos os outros departamentos com os quais se vai cruzar. Faz parte da idiossincrasia dele e faz parte do espírito que nós queremos de resolver, de acelerar”, disse.

Montenegro comparou a aposta do atual Governo na estratégia “Água que une” – com mais de 1.500 milhões de euros a serem executados atualmente – com a visão do antigo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva quando avançou para a construção da barragem do Alqueva.

“O Alqueva é um magnífico projeto que está em desenvolvimento e que corresponde a esta visão estratégica. Esteve várias vezes bloqueado, adiado, até que em 1995 o professor Cavaco Silva teve precisamente a visão e a coragem de, por assim dizer, rematar a baliza e criar a comissão instaladora da empresa do Alqueva e a partir daí colocar em funcionamento todo este perímetro de desenvolvimento”, recordou.

Segundo o primeiro-ministro, o atual executivo PSD/CDS-PP está “exatamente nessa senda”, com a estratégia “Água que Une”, de gestão de todos os recursos hídricos de norte a sul do país, direcionada “para garantir que a água não falta nos sítios onde tradicionalmente há mais possibilidade de isso acontecer”.

Montenegro explicou que a empresa Aqua SA, agora criada no perímetro do grupo Águas de Portugal, irá “coordenar a implementação, a construção e o financiamento das infraestruturas previstas neste domínio e que já estão neste momento no terreno”.

“Nós temos mais de 1.500 milhões de euros, neste momento, a serem executados no âmbito do projeto ‘Água que Une’, quer na sua vertente mais ligada à parte ambiental, à parte de garantia de investimentos de barragens, de sistemas de abastecimento, quer na parte diretamente ligada à agricultura”, disse.

No âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), o Governo já anunciou a construção de quatro barragens: Girabolhos, Alportel, Foupana e Ocreza.

O primeiro-ministro aproveitou este Conselho de Ministros temático e descentralizado – que quer tornar uma iniciativa mensal – para reiterar a importância que o Governo atribui ao setor primário como estratégico para a economia.

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