O Grupo Casais anunciou a introdução do robot autónomo SPOT nos seus estaleiros de construção, numa iniciativa que visa reforçar a digitalização das obras, melhorar a recolha de dados e aumentar os níveis de segurança e eficiência operacional.
Em comunicado, o grupo refere que a tecnologia, desenvolvida pela empresa norte-americana Boston Dynamics e operacionalizada pela TopBIM, empresa do grupo especializada em digitalização e modelação da informação da construção (BIM), está atualmente em fase de testes-piloto.
Segundo a empresa, a utilização do equipamento pretende responder a desafios como a escassez de mão de obra e a necessidade de reduzir tempos improdutivos, permitindo aos técnicos concentrarem-se em tarefas de maior valor acrescentado.
O robot está equipado com sistemas de captura de dados que lhe permitem percorrer autonomamente os estaleiros e realizar levantamentos tridimensionais através de tecnologia de digitalização a laser.
De acordo com o Grupo Casais, a informação recolhida pode ser utilizada para verificar a conformidade dos trabalhos executados, documentar infraestruturas, detetar desvios em relação ao projeto e apoiar a tomada de decisões técnicas.
A empresa acrescenta que a tecnologia poderá também ser utilizada na inspeção de áreas de risco ou de difícil acesso, reduzindo a necessidade de deslocação de trabalhadores a ambientes potencialmente perigosos.
A integração do equipamento nos processos BIM e de gémeos digitais permite comparar o modelo virtual da obra com a realidade construída, automatizando a atualização da informação e o acompanhamento da evolução dos trabalhos.
Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) do Grupo Casais, António Carlos Rodrigues, afirma que o SPOT representa “um símbolo visível da transformação digital e da mudança cultural” que a empresa pretende promover no setor da construção.
“O equipamento traz rastreabilidade e captura da realidade em 3D, tornando as obras mais inteligentes, seguras, informadas e produtivas”, refere.
Segundo o grupo, o planeamento prevê que o robot venha a operar de forma contínua em projetos desenvolvidos em Portugal, executando tarefas como levantamentos de 360 graus, monitorização do progresso das obras e apoio às operações de segurança.









