Humana Portugal: 3347 toneladas de têxtil recolhidas em 2017

A Humana Portugal, associação sem fins lucrativos que desde 1998 trabalha a favor da protecção do meio ambiente promovendo a reutilização têxtil e realizando programas de cooperação em África e de apoio local em Portugal, recolheu em 2017, 3347 toneladas de têxtil usado através de 1025 contentores distribuídos no espaço público.

O resíduo têxtil tem um grande potencial de reaproveitamento, ultrapassando o vidro, o papel e o plástico; mas apenas 1 em cada 23 peças tem uma segunda vida. Das 195.000 toneladas de resíduos têxtis gerados pelos portugueses em 2017, apenas se recolheu de forma selectiva 4.3%. “É muito importante consciencializar a população da necessidade da recolha selectiva e de fomentar o modelo de economia circular para a sustentabilidade”, afirma a associação em comunicado.

A reutilização e a reciclagem têxtil contribuem para a protecção do meio ambiente ao reduzir em parte os resíduos gerados pelos cidadãos, dando uma segunda vida à roupa que de outra forma iria parar ao aterro para incineração. Cada quilo de roupa que se reutiliza e não é incinerada evita a emissão de 3,169 kg de CO2, segundo dados da Comissão Europeia. As 3,347 toneladas recolhidas em 2017 permitiram evitar a emissão de 10,609 toneladas de CO2 para atmosfera.

Com a aproximação da celebração do Dia Mundial do Ambiente, a 5 de Junho, a organização reforça a “importância da correcta gestão do resíduo têxtil para a protecção do meio e a sustentabilidade do Planeta”.

Em comunicado, a associação explica como funciona este processo de recolha: uma parte é enviada para os centros de preparação para a reutilização da Humana Fundacion Pueblo em Espanha e o restante é vendido a empresas de reutilização e reciclagem. A Humana Fundacion Pueblo para Pueblo é uma entidade sem fins lucrativos e congéneres da Humana Portugal.

A roupa como motor de cooperação para o desenvolvimento, apoio local e sensibilização

Todos os recursos gerados pela actividade de recolha e valorização da roupa são dedicados ao ao objectivo social da organização. Estes programas de cooperação na Guiné- Bissau e em Moçambique são desenvolvidos em zonas rurais com altos níveis de pobreza, promovendo um crescimento sustentável e a melhoria das condições de vida junto das comunidades onde operam.

“Através da sua rede de lojas secondhand, a Humana promove a segunda vida da roupa como pilar da moda sustentável: não há peça de roupa mais sustentável do que a que já foi produzida”, lembra a associação.