O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) emitiu esta segunda-feira uma nota de pesar pela morte de António Antunes Dias, que descreve como uma das grandes personalidades na luta pela proteção da Natureza e da biodiversidade e, em especial, das zonas húmidas do país.
“O Dr. António Antunes Dias foi ao longo de décadas uma pessoa marcante para a política e gestão de conservação da natureza em Portugal, em particular na salvaguarda dos valores presentes no estuário do Sado e no estuário do Tejo”, recorda o ICNF, lembrando que “o seu permanente empenho e dedicação mereceram ao longo do tempo o profundo respeito da comunidade científica e de muitos amantes e divulgadores dos valores naturais”.
Segundo confirmou o ICNF à Green Savers, António Antunes Dias faleceu este domingo, e as cerimónias fúnebres decorrem hoje na Capela do Socorro, em Setúbal, com celebração pelas 14h45, sendo que a saída para o cemitério está prevista para as 15h30.
Licenciado em Ciências Biológicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 1966, António Antunes Dias conta com uma longa carreira na investigação e como técnico em vários organismos públicos, como o Instituto Nacional de Investigação das Pescas, atualmente parte do IPMA.
Foi durante várias décadas diretor da Reserva Natural do Estuário do Tejo e da Reserva Natural do Estuário do Sado, tendo contribuído para a consolidação da rede nacional de áreas protegidas em Portugal, “tendo sido um reputado especialista em zonas húmidas e um incansável lutador pela sua intransigente preservação”, destaca do ICNF.
“Será sempre recordado como um profissional exigente na aplicação rigorosa de referenciais ambientais e a ele ficamos a dever a preservação de áreas fundamentais em termos de biodiversidade no nosso país”, salienta o instituto.
No terceiro encontro do projeto ESTEJO, realizado na Universidade Lusíada de Lisboa em maio de 2011, António Antunes Dias dizia, numa mensagem que reverbera fortemente na atualidade, que “animais e plantas são reservas genéticas de que não podemos prescindir” e alertava que “o valor da biodiversidade reside no facto da nossa sobrevivência neste Planeta depender da sua conservação”.









