Incêndios: Sub-região da Grande Lisboa mantém dispositivo e destaca 98,84% de eficácia de ataque inicial

Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Grande Lisboa, “o número de operacionais acaba por ser o mesmo do ano de 2025”, com “uma ligeira redução nas equipas de combate, mas há um aumento nas equipas de apoio”.

Green Savers com Lusa

A sub-região da Grande Lisboa mantém um dispositivo de combate a incêndios rurais idêntico ao do ano passado, com 280 operacionais no período mais crítico, e continua a apostar no ataque inicial, que em 2025 registou 98,84% de eficácia.

Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Grande Lisboa, “o número de operacionais acaba por ser o mesmo do ano de 2025”, com “uma ligeira redução nas equipas de combate, mas há um aumento nas equipas de apoio”.

“Portanto, em termos de números de operacionais, iremos manter o dispositivo muito idêntico àquilo que tivemos” no ano passado, afirmou Hugo Santos à Lusa sobre aos meios previstos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026.

O dispositivo começou, no dia 15, “com oito equipas de combate a incêndios e quatro equipas de apoio”, passa, em 01 de junho, “para 24 equipas de combate e oito equipas de apoio”, meios reforçados “no período mais crítico” no nível Delta, em julho, agosto e setembro para “45 equipas de combate e 23 equipas de apoio”, assim como o comandante de permanência às operações e elementos ao Centro de Meios Aéreos.

“No entanto, e face àquilo que possam ser aqui as avaliações que vamos fazendo ao longo do período de verão, existe sempre aqui a possibilidade de haver um incremento de equipas” perante a emissão de declaração de alerta, salientou.

Embora os meios possam, por isso, oscilar em função das necessidades, para já, segundo o comandante, estão previstos 67 veículos e 280 operacionais.

A sub-região, que abrange os concelhos de Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Odivelas, Oeiras, Mafra, Sintra e Vila Franca de Xira, na margem norte do Tejo, contará ainda com cinco equipas de Sapadores Florestais.

“A sub-região da Grande Lisboa dispõe de um centro de meios aéreos que está sediado no município de Mafra, que conta com um helibombardeiro de ataque inicial, guarnecido por cinco elementos da UEPS [Unidade de Emergência de Proteção e Socorro] da Guarda Nacional Republicana”, explicou Hugo Santos.

A sub-região conta ainda com apoio de aeronaves da base aérea do Montijo e dos centros de meios aéreos na Lourinhã e em Santarém, assim como do dispositivo aéreo de âmbito nacional, com “dois aviões de carga em terra”, que podem “atuar com [calda] retardante”, acrescentou.

Em relação a aeronaves não tripuladas, “há um conjunto de ‘drones’ disponíveis na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC], através da Força Especial de Proteção Civil”, e “também ao nível dos serviços municipais e dos corpos de bombeiros, equipamentos que podem ser alocados às ocorrências” para suporte às operações de supressão.

“Relativamente às ocorrências, nós temos uma forte aposta no ataque inicial e, portanto, temos que tentar manter esse padrão elevado do ataque inicial”, e na sub-região, no ano passado, “tivemos 98,84% de eficácia no ataque inicial”, avançou Hugo Santos, acrescentando que, “das 431 ocorrências, apenas cinco passaram a ataque ampliado”.

“E estas cinco que passaram a ataque ampliado, estamos a falar de diferença de 15, 20 minutos e, portanto, isto mostra a facilidade de articulação com os meios e com o dispositivo que permitiu chegarmos aqui a estes valores”, frisou.

A sub-região da Grande Lisboa, perante necessidades pontuais e solicitações do restante território nacional, acaba também por empenhar meios noutros pontos do país, assim como reforçar o dispositivo do Alto Minho, com meios adicionais ao dispositivo previsto no DECIR.

Para Hugo Santos, alguns constrangimentos poderão estar associados ainda às condições meteorológicas adversas e ao comboio de tempestades no início deste ano, como “combustível que esteja no solo” e que poderá potenciar “o desenvolvimento dos incêndios”.

A estrutura da ANEPC tem-se reunido com autarquias, ICNF, GNR, PSP e Polícia Judiciária, no sentido de perceber “se há alguns constrangimentos e, em conjunto”, tentar “arranjar soluções”, mas o comandante apelou aos “cidadãos que adotem comportamentos adequados” e evitem ao máximo “a utilização de fogo nas áreas florestais, nos períodos críticos”.

“O dispositivo pode estar dimensionado, pode estar preparado, mas a sequência de ignições ou o máximo número de ignições em simultâneo pode comprometer o dispositivo e depois podemos ter problemas graves”, alertou.

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