A situação é conhecida pelos habitantes da região há já largos anos, mas só agora a Agência Portuguesa do Ambiente resolveu avançar com penalizações junto de cinco explorações suinícolas da zona centro do país. A multa ascende os 800 mil euros.

Em causa está o facto de cinco explorações suinícolas da Agropecuária Valinho terem efectuado descargas de resíduos poluentes para ribeiras da zona, sem as devidas licenças. As explorações instadas em Vale do Corvo, São Gregório (Caldas da Rainha) e em Vale Meiriço, Abrigada (Alenquer) vêm igualmente a sua licença de funcionamento revogada por um período não inferior a três anos.

Os problemas ambientais com origem na Agropecuária Valinho eram já conhecidos dos habitantes. Eram frequentes as queixas dos moradores, dando conta de descargas poluentes na ribeira da Ota, que vai desaguar no rio Tejo. Também os restos das carcaças dos suínos eram vistas amiúde neste local.

Tida como uma contra-ordenação ambiental muito grave, a descarga de águas residuais em rios ou ribeiras sem as devidas licenças, prevê uma coima nunca inferior a €38.500.

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