Investigadores defendem quatro medidas urgentes para proteger florestas urbanas e espaços verdes

Especialistas alertam que as cidades estão a perder árvores maduras e biodiversidade devido às alterações climáticas, à expansão urbana e à falta de investimento.

Redação

Um grupo internacional de investigadores apelou à adoção de quatro medidas prioritárias para travar a degradação das florestas urbanas e dos espaços verdes nas cidades. Segundo os autores, estes ecossistemas enfrentam ameaças crescentes provocadas pelas alterações climáticas, pela expansão urbana, pela fraca proteção legal e pelo financiamento insuficiente.

Num ensaio elaborado por investigadores internacionais, os especialistas sublinham que as florestas urbanas desempenham um papel essencial no funcionamento dos ecossistemas e na prestação de serviços fundamentais para a qualidade de vida nas cidades, incluindo a regulação da temperatura, a melhoria da qualidade do ar, a gestão das águas pluviais e a promoção da biodiversidade.

Os autores defendem que as florestas urbanas devem ser encaradas como uma forma de infraestrutura crítica viva, ao mesmo nível de outros equipamentos e serviços urbanos essenciais.

Quatro prioridades para as cidades

O documento identifica quatro áreas de ação consideradas fundamentais para proteger e reforçar os espaços verdes urbanos:

1. Investir nas florestas urbanas como infraestrutura essencial

Os investigadores defendem um aumento do investimento público e privado na plantação, manutenção e gestão de árvores e espaços verdes, reconhecendo o seu contributo para a saúde pública, a adaptação climática e a sustentabilidade urbana.

2. Garantir acesso equitativo aos espaços verdes

O ensaio destaca a necessidade de assegurar que todas as comunidades, independentemente da sua localização ou condição socioeconómica, tenham acesso a áreas verdes de qualidade, reduzindo desigualdades ambientais e sociais.

3. Reforçar a resiliência através da gestão baseada em evidências

Os autores recomendam estratégias de gestão assentes em dados científicos, monitorização contínua e aprendizagem permanente, permitindo às cidades responder melhor a fenómenos extremos como ondas de calor, secas e tempestades.

4. Integrar as florestas urbanas nas políticas climáticas e de biodiversidade

A equipa defende que os espaços verdes urbanos devem ser incorporados de forma sistemática nos planos de ação climática, conservação da natureza e ordenamento do território, garantindo uma proteção mais eficaz a longo prazo.

Árvores urbanas sob crescente pressão

Segundo os investigadores, a perda de árvores maduras e a redução da biodiversidade urbana comprometem a capacidade das cidades para enfrentar desafios ambientais cada vez mais intensos. Além disso, a diminuição das áreas verdes pode afetar diretamente a saúde e o bem-estar das populações.

Os autores concluem que reconhecer as florestas urbanas como elementos estruturais das cidades será determinante para preservar a habitabilidade dos centros urbanos e aumentar a sua capacidade de adaptação às futuras pressões climáticas e ambientais.

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