Jovens Māori sentem dificuldade em ligar-se às suas raízes ancestrais

A investigação, baseada num inquérito a 360 jovens em cidades como Auckland, Christchurch, Dunedin e Rotorua, indica que a distância geográfica e a falta de tempo são os principais obstáculos ao contacto regular com os seus marae.

Redação

Um estudo recente realizado na Nova Zelândia mostra que muitos adolescentes Māori que vivem em áreas urbanas sentem dificuldades em estabelecer uma ligação forte com os seus marae — os espaços comunitários e culturais centrais à vida Māori e à sua identidade ancestral.

A investigação, baseada num inquérito a 360 jovens em cidades como Auckland, Christchurch, Dunedin e Rotorua, indica que a distância geográfica e a falta de tempo são os principais obstáculos ao contacto regular com os seus marae. Entre os participantes, os jovens de Rotorua foram os que mais frequentemente relataram viver perto dos seus marae e sentir uma ligação mais forte a esses espaços.

Apesar das dificuldades, muitos adolescentes manifestaram o desejo de reforçar essa ligação cultural e de se reconectar com as suas raízes. As escolas surgem como um elemento importante nesse processo, ao proporcionar aprendizagem sobre a herança Māori e oportunidades de visita a marae.

Os investigadores alertam que, para garantir a vitalidade futura destes espaços culturais, é essencial apoiar os jovens através da educação, de ferramentas digitais e de mais oportunidades de envolvimento com os marae, ajudando-os a fortalecer a ligação ao seu whakapapa (genealogia e ancestralidade).

Partilhe este artigo


Nova Edição

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.