Kariba é um elefante-africano (Loxodonta africana) fêmea que foi capturada em 1984, ainda bebé, no Zimbabué, onde vivia em liberdade. Retirada da sua família, foi transportada ao longo de milhares de quilómetros até um parque zoológico na Alemanha.
Em 2012, o grande mamífero foi transferido para um outro zoo, na Bélgica, o Pakawi Park, onde passou a partilhar um espaço com outro elefante-africano, Jenny. Contudo, em 2021, Jenny faleceu e Kariba ficou sozinha, um duro golpe para um animal altamente social.
Apesar de uma vida de quase 40 anos de cativeiro, que começou com a separação forçada da sua família, Kariba terá uma nova vida no santuário de elefantes da organização Pangea que está a nascer no Alentejo.
No ano passado, a organização confirmara que Kariba seria o primeiro elefante a chegar ao santuário, o que estaria previsto para o início de 2026. De acordo com as informações mais recente, o animal está já a ser preparado para a transferência, com exames médico-veterinários regulares.

“Apesar de algumas questões de saúde relacionadas com a idade, [Kariba] tem passado consistentemente nestes testes”, diz a Pangea.
As equipas de tratadores no zoo belga estão a fazer uma série de exercícios com Kariba, para habituá-la ao manuseamento e aos procedimentos veterinários, dessa forma reduzindo o stress a eles associados e criando laços de confiança com os humanos que tratam dela.
🐘 After 40 years in captivity, Kariba is getting ready for her new life at Pangea – Europe’s first large‑scale elephant sanctuary. Her trunk‑wash training shows just how far she’s come. Help us get her to Pangea 💛👇https://t.co/DSKYGU3SQd pic.twitter.com/sQJrjkrA19
— Born Free Foundation (@BornFreeFDN) March 28, 2026
A organização está a apelar a donativos do público para financiar o transporte de Kariba até ao santuário no Alentejo, com uma área de 402 hectares, uma capacidade para até 30 animais e considerado o primeiro grande santuário da Europa para elefantes provenientes de cativeiro, como zoos e circos.
Primeira fase do santuário concluída
No dia 27 de março, a Pangea anunciou a conclusão da construção do primeiro estábulo e que o habitat para receber os primeiros elefantes está pronto, apesar de “tempestades históricas, cheias persistentes e lama profunda que desaceleraram consideravelmente o progresso”.
O estábulo, que a organização diz ter sido concebido com o melhor conhecimento científico disponível, é uma “infraestrutura crítica” que servirá de abrigo para os elefantes, bem como de local de realização de atividades médicas e de treino.

A instalação tem no interior espaço para até cinco elefantes, com compartimentos individuais.
“Múltiplos habitats ligar-se-ão a este hub central, permitindo-nos separar os elefantes por espécie [o santuário poderá acolher tanto elefantes-africanos como elefantes-asiáticos] e por sexo, ou até mesmo por personalidade quando necessário”, explica a Pangea.
Com a primeira fase do projeto concluída, a organização agora vira-se para o planeamento do segundo habitat.










