Lula pede participação ativa dos países amazónicos na COP30 e cobra países ricos

O Presidente do Brasil pediu aos países amazónicos uma participação ativa na Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP30), que se vai realizar em Belém do Pará, alertando que os países ricos precisam de assumir as suas responsabilidades.

Green Savers com Lusa

O Presidente do Brasil pediu aos países amazónicos uma participação ativa na Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP30), que se vai realizar em Belém do Pará, alertando que os países ricos precisam de assumir as suas responsabilidades.

“É muito importante que todos os países amazónicos estejam presentes o tempo inteiro na COP30”, disse Lula da Silva na V Cimeira dos Países Amazónicos, em Bogotá.

O chefe de Estado brasileiro frisou ainda que a COP30, que vai decorrer em novembro na cidade amazónica de Belém do Pará, será um momento “em que as pessoas vão ter de assumir a responsabilidade de dizer se acreditam ou não no que a ciência nos diz”.

Dirigiu-se depois aos que apelidou de “países ricos”: “está na hora de assumirem os compromissos firmados ao longo das várias COPs”.

O Presidente brasileiro alertou que os acordos internacionais sobre o meio ambiente, como o Protocolo de Quioto ou o Acordo de Paris, falharam na sua implementação e que muitos países, especialmente os mais ricos, se esquivaram das suas responsabilidades.

Ao mesmo tempo, Lula da Silva garantiu que o Brasil vai “assumir a responsabilidade de cuidar da Amazónia”.

O Presidente brasileiro disse ainda que está a enviar convites “a todos os chefes de Estado do mundo porque esta COP30 vai ser a COP da verdade”.

Esta declaração surge no mesmo dia em que o Governo brasileiro indicou que apenas 47 dos 196 países confirmaram presença na COP30, sendo um deles Portugal.

A 80 dias para o arranque do evento sobre mudanças climáticas – que deverá reunir líderes mundiais na Amazónia, a maior floresta tropical do planeta, entre 10 e 21 de novembro -, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brasil discutem o aumento de subsídios para que as delegações participem na cimeira.

O embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, presidente da COP30, reconheceu em declarações a jornalistas que a falta de confirmação se deve, em grande parte, aos preços altíssimos dos alojamentos na cidade amazónica de Belém, que acolhe o evento.

Trinta e nove países conseguiram alojamento por uma plataforma fornecida pelo Governo brasileiro e outros oitos países, incluindo Portugal, fecharam acordo diretamente com hotéis.

Após a reunião, as autoridades brasileiras reforçaram que tentarão acelerar o número de confirmações das delegações para entender as principais dificuldades e procurar alternativas.

Corrêa do Lago afirmou que as autoridades brasileiras estão “muito atentas e cientes das preocupações dos países” e estão a trabalhar para “garantir que todos compareçam à COP”.

Em julho veio a público uma carta de países a pedir ao Governo brasileiro que agisse diante dos preços elevados cobrados pelos hotéis locais.

O Presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, anunciou que cancelou a ida à cimeira devido aos altos custos logísticos para participar no evento.

A organização da COP30 pediu que o Brasil subsidiasse os alojamentos para os países menos desenvolvidos, o que foi negado, de acordo com o portal de notícias G1.

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